Dorico da SilvaNovos incubadosO prefeito em exercício, Alex Canziani, assina convênio com a Incubadora Industrial observado pelos representantes da Arandu e da Tracer TecnologiaO prefeito em exercício de Londrina, Alex Canziani, inaugurou ontem de manhã duas empresas voltadas para o desenvolvimento de softwares: a Arandu Sistema e a Tracer Tecnologia. A cerimônia ocorreu na Incubadora Industrial de Londrina, onde as empresas estão instaladas, com participação de autoridades e representantes de entidades civis, entre eles o presidente interino da Companhia de Desenvolvimento (Codel), José Cândido Miller Júnior e o presidente da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec), João Milanez.
O primeiro produto da Arandu Sistemas, segundo Evaristo Colmán, sócio-proprietário da empresa, será lançado no mercado já a partir de março. Trata-se de um software chamado Agdas, específico para o trabalho de assistentes sociais. ‘‘É o primeiro no gênero lançado no Brasil e provavelmente também na América Latina’’, garante Colmán, que tem mestrado em Serviço Social e é professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Segundo o empresário, o público alvo do sistema serão, no começo, profissionais do ramo e prefeituras da região. O custo do produto deverá ficar em torno de R$ 150,00. ‘‘Sem a incubadora demoraríamos pelo menos mais um ano para desenvolver o projeto’’, diz. Ele acrescenta que a médio prazo a empresa também pretende lançar o Agdass com versões em inglês e espanhol. Cristina Yumi Izumi, sócia de Colmán, informa também que eles pensam em breve desenvolver outros produtos com objetivo de incorporar os recursos da infomática na produtividade e valorização profissional.
Os sócios Dirceu Hartmann e Ricardo de Lima, da Tracer Tecnologia e Informática Ltda, também estavam otimistas com a abertura da nova empresa. Até agosto eles pretendem lançar o software VTracer, que vai servir para rastrear veículos a distância através da telefonia celular. Uma transportadora, por exemplo, que adquirir o produto, terá condições de saber exatamente onde determinado veículo da empresa está, o caminho percorrido, a velocidade que trafega, o consumo de combustível e até a temperatura.
‘‘Tudo vai depender da necessidade do cliente’’, explica Ricardo de Lima. Ele diz que o veículo poderá contar também com um ‘‘botão de pânico’’. Ao ser acionado, o sistema comunica automaticamente a empresa que sobre a ocorrência. O custo total do software deverá ser aproximadamente R$ 8 mil por veículo mais uma taxa de manutenção de aproximadamente R$ 150,00/mês, também por veículo. É a metade do similar encontrado hoje no mercado, garantem.
Tando a Arandu quanto a Tracer saíram do GeNorP, base operacional do projeto Geração de Novos Empreendimentos em Software, Informações e Serviços, mais conhecido como Gênesis, cujo laboratório localiza-se na Biblioteca Central da UEL. Existem apenas 20 bases operacionais do gênero no País, implantados desde 96 pelo Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico (CNPq), como parte do programa Softex 2000.
A partir de agora, a Incubadora Industrial mantém 18 empresas instaladas, além de outras seis que estão em fase de documentação. O objetivo do empreendimento é garantir infra-estrutura física e profissional para quem está desenvolvendo uma empresa mas não tem capital suficiente para alavancar o negócio.

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