O Incra quer assentar 5 mil famílias de agricultores sem-terra no Paraná em 1997. A meta foi anunciada ontem pela superintendente regional do Instituto, Maria de Oliveira. Segundo ela, até o dia 10 de janeiro deve estar oficializada a desapropriação da fazenda Pinhal Ralo, da madeireira Giacomet-Marodin, em Rio Bonito do Iguaçu, onde deverão ser assentadas entre 800 e mil famílias. Além disso, até julho serão assentadas 2,5 mil famílias en todo o Estado.
Este ano foram assentadas 1.164 famílias em 25 propriedades desapropriadas, totalizando 23 mil hectares. Os números de 96 superaram a meta do próprio Incra que previa assentar este ano 800 famílias. ‘‘Foi o ano em que mais aconteceram desapropriações e assentamentos no Paraná em toda a história do Incra’’, disse Oliveira. De acordo com ela, o diálogo entre os sem-terra, os fazendeiros e o Incra agilizou o processo de reforma agrária este ano.
A superintendente contou que em 96, proprietários particulares ofertaram 25 fazendas ao Incra para a reforma agrária com um total de 36 mil hectares. Além disso, o Incra recebeu também outras oito fazendas de propriedade de bancos, que haviam recebido as terras como forma de pagamento de dívidas.
Apesar das 25 propriredades desapropriadas em 96, em apenas cinco já houve a imissão de posse, quando o Incra pode oficializar o assentamento. Nas 20 áreas restantes, a previsão é que a imissão de posse ocorra nos primeiros meses do ano. De acordo com o levantamento do Incra, em todo o Paraná existem 76 ocupações de terra e quatro grandes acampamentos com um total de 11.164 famílias de sem-terra.
Para 97, além da ampliação no número de desapropriações e assentamentos, o Incra pretende dar uma atenção especial aos agricultores assentados. Para todo o Brasil está prevista a liberação de R$ 100 milhões para a assistência técnica aos assentamentos. Só o Paraná deverá receber R$ 5,5 milhões deste total.

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