Incorporadoras já oferecem seguro
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de setembro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Depois do caso Encol, que deixou 42 mil clientes na mão, as incorporadoras de empreendimentos imobiliários estão recorrendo a medidas que garantam segurança para os compradores de imóvel na planta. Uma das alternativas é oferecer um seguro que dê a certeza de que o apartamento ou casa será entregue mesmo que ocorra falência ou quebra da construtora. A Novincorp Incorporadora é uma das empresas que decidiu oferecer o seguro. A empresa diz que as vendas aumentaram 50% após o seguro.
É uma postura nova que todos nós temos que seguir. A nossa empresa já percebeu que deixou de vender porque o cliente pedia uma garantia a mais, afirmou o diretor da Novincorp, Jaime Sorgi. Ele admite que a situação da Encol afastou muitos possíveis clientes, que estão mais temerosos em comprar um apartamento que ainda não está pronto para morar. A iniciativa visa tranquilizar esses futuros compradores.
O seguro passa a ser uma garantia de que o imóvel ou, na pior das hipóteses, o dinheiro será entregue. Se a construtora não honrar o compromisso de entregar o bem adquirido, o comprador receberá a quantia que já foi paga por ele. No caso da Novincorp, a seguradora que garante o imóvel é a Itaú Seguros. Foi a primeira vez que a Itaú fechou um contrato com uma incorporadora no Estado.
O diretor da Novincorp garantiu que a criação do seguro não representa aumento no preço do empreendimento. O cliente não pagará mais caro para ter um imóvel com seguro, afirmou. Segundo Sorgi, a incorporadora é que fica com o custo. Ela reduziria a margem de lucro em troca de um aumento na velocidade de venda, o que dá uma melhora na taxa de retorno comercial, explica o empresário.
Hoje, há uma proposta no Congresso de criar um seguro obrigatório para todo prédio que fosse ser construído. A discussão do assunto ganhou força com a situação da Encol. Enquanto não se regulamenta uma lei, o mercado vai criando suas próprias alternativas, como aconteceu com a Novincorp, que pertence ao grupo MVA Participações SA, empresa que está incluída entre os 250 maiores grupos econômicos do País, segundo o balanço anual do jornal Gazeta Mercantil.


