Desde o seu surgimento, o seguro de pessoas foi um produto elitizado, com exceção do seguro de vida. Nos últimos anos, no entanto, o mercado tem buscado se expandir facilitando o acesso e oferecendo produtos específicos para as classes C e D. A observação é do gerente técnico da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Alexandre Penner.
''O seguro ainda é pouco conhecido, mas esta inclusão de novas classes sociais vai destacá-lo mais e, consequentemente, popularizá-lo'', afirma. Ele prevê que o segmento vai continuar crescendo em todo o País ''porque há pessoas que ainda desconhecem o serviço''. ''Muitos pensam que fazer uma apólice, por exemplo, é prever coisas ruins, mas a finalidade é outra: o papel do seguro é prestar proteção'', esclarece.
Penner adianta que até o final deste semestre deverão ser feitas as primeiras regulamentações para microsseguros, uma modalidade que vai atingir um número maior de pessoas das classes C e D. ''É a grande tendência de 2012'', afirma o gerente técnico da Fenaprevi. De acordo com ele, a ideia é que sejam oferecidas coberturas mais simplificadas, com linguagem apropriada a um público que não está acostumado com o seguro. ''Há uma iniciativa conjunta entre o setor privado e o governo para que esse serviço se torne acessível'', completa. (A.V.)

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