Incerteza para os próximos meses
Para o economista, professor da Faculdade Pitágoras e responsável pela pesquisa de preços da cesta básica em Londrina, Flávio dos Santos, não há fator sazonal que justifique a queda dos alimentos neste mês. Na opinião dele, houve uma estabilização em patamares muito altos e as previsões para os próximos meses são incertas. "Durante a Copa os preços devem aumentar; se houver alguma geada no inverno, os alimentos disparam", ressalta. Santos afirma, contudo, que o aumento do consumo de alimentos durante o evento esportivo pode vir acompanhado de queda no consumo de outros produtos, o que pode balancear o índice. "O fato de ter subido menos em maio é bom, mas é cedo para comemorar", reitera.
João Basílio Pereima Neto, chefe do departamento de economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), reforça que um dado mensal isolado não é suficiente para afirmar queda na inflação, no entanto, esta é a previsão dele para os próximos meses. "O crescimento baixo da economia e os efeitos da política monetária do Banco Central - nos últimos nove aumentos da taxa de juros deve resultar em queda do índice para os próximos meses", estima. Em uma previsão para os próximos 12 meses, Pereima Neto vê o índice próximo de 5%. (C.F.)





