Incerteza nos EUA 'esvazia' a bolsa; dólar sobe
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quinta-feira, 18 de maio de 2000
Agência Folha De São Paulo 
O nervosismo do mercado norte-americano voltou a abalar a Bovespa. Ontem, a falta de liquidez da Bolsa paulista foi, pelo segundo dia consecutivo, o destaque do dia. As transações movimentaram R$ 413,30 milhões, o quarto menor volume do ano. O resultado foi praticamente a metade da média diária de R$ 822,51 milhões registrada no mês passado.
Na quarta-feira, o giro financeiro ficou em R$ 346,445 milhões, o segundo mais baixo do ano. Segundo Marcelo Guterman, do Lloyds Asset Management, a indefinição sobre os rumos que a Bovespa vai tomar está fazendo com que os investidores prefiram ficar de fora dos negócios, esperando uma definição mais clara de alguma tendência. O volume baixo reflete a falta de apetite dos investidores para apostar tanto na alta quanto na baixa, afirma.
Essa indefinição da Bovespa é reflexo das dúvidas quanto ao futuro dos mercados norte-americanos, que nesta semana foram chacoalhados pelo aumento de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros no país.
Ontem, a Nasdaq, Bolsa que concentra ações de empresas de alta tecnologia, fechou com baixa de 2,91%. A Bovespa seguiu o mesmo caminho e caiu 1,63%.
A alta nos juros, aliada à alta volatilidade do mercado acionário, faz com que investidores migrem para aplicações de renda fixa, que apresentam menor risco.
O dólar também sentiu os efeitos da queda da Nasdaq e acabou fechando em alta de 0,16% no câmbio comercial. A moeda dos EUA foi cotada a R$ 1,832 (compra) e R$ 1,834 (venda).


