Incentivos fiscais freiam aumento da informalidade
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quarta-feira, 02 de dezembro de 2009
Alexandre Rodrigues<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - A desoneração fiscal da política de incentivos do governo contribuiu para a redução do ritmo de crescimento da economia informal em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). A pesquisa do Índice da Economia Subterrâneo Instituto Brasileiro de Economia, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) em parceria com o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), divulgada ontem, mostrou que a evolução da economia informal foi de apenas 2% entre dezembro de 2008 e junho de 2009, quase um ponto porcentual acima da variação do PIB acumulada no primeiro semestre (1,1%).
O cálculo da variação de 1,1% foi feito pelo pesquisador da FGV Fernando de Holanda Barbosa Filho, já que o IBGE não calcula a variação do PIB no semestre ante o semestre imediatamente anterior, já que não há ajuste sazonal para esse indicador. Segundo o pesquisador, essa diferença estava acima dos 20 pontos porcentuais no segundo semestre de 2008.
Segundo os dados apresentados pela FGV, no período de 12 meses compreendido entre junho de 2008 e junho de 2009, a chamada economia subterrânea (ou informal) teve crescimento de 22,6 pontos porcentuais em relação à expansão do PIB no período.
Ele explicou que, como não é afetada pela retração do crédito, a economia informal manteve seu ritmo de crescimento até o início deste ano, quando passou a acompanhar a economia oficial. Segundo o economista, a redução da carga tributária de alguns produtos como iniciativa de combate à crise foi um dos principais fatores para que a desaceleração da informalidade.
No entanto, na análise dos técnicos da FGV, a tendência é que a economia subterrânea volte a crescer com o fim dos incentivos fiscais e o consequente aumento da carga tributária. Outro fator em crescimento que influencia a economia informal é o nível de atividade econômica, que propicia aumento de demanda na economia formal e também na informal.


