Brasília - Os benefícios que vierem a ser concedidos terão prazo para acabar, ''para evitar a criação de estruturas empresariais ineficientes.'' Segundo o ministro, o governo procurará, num primeiro momento, utilizar melhor os incentivos fiscais que já estão dados. No entanto, ele não afastou a possibilidade de o governo conceder novos. Furlan acredita que é possível obter uma melhor articulação com governos estaduais nessa área.
Haverá um cuidado especial para que os estímulos a serem concedidos não firam as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). ''Não haverá problemas com a OMC'', garantiu o ministro. Ele também assegurou que não faltarão recursos para o desenvolvimento tecnológico. Em 2003, boa parte do dinheiro dos fundos setoriais foi alvo do contingenciamento das verbas federais.
Na área de software, Furlan acredita ser possível criar de 60 mil a 70 mil empregos em áreas de alta tecnologia ao longo dos próximos três anos. Um nicho que o Brasil quer explorar é o do offshoring, a prestação de serviços para outros países. Ele citou como exemplo uma empresa que abriu, em São Paulo, uma central telefônica para atender a seus clientes no Japão.
Na área de microeletrônica, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratou uma consultoria para detectar em que segmento o País poderia se inserir, uma vez que ''perdeu o bonde'' na onda de investimentos ocorrida nos anos 90. O trabalho apontou dois segmentos e indicou até que empresas estrangeiras o Brasil poderia procurar para oferecer a oportunidade de instalação de uma fábrica no País.

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