Incentivo às indústrias gera mais de 3,5 mil empregos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de dezembro de 2003
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
O ano de 2003 termina com boas perspectivas para as empresas beneficiadas pela lei municipal de incentivo às indústrias. Foram 41 estabelecimentos que receberam, por intermédio da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), incentivos como a isenção de impostos municipais, pagamento do aluguel referente ao imóvel onde funcionam e a doação de terrenos.
De acordo com Gabriel Ribeiro de Campos, presidente da Codel, a última modalidade perfaz a maioria dos incentivos. A doação de terrenos é preferida, segundo ele, porque indica que a empresa tem intenção de ficar em Londrina. ''Quando a empresa constrói sua sede no município, finca raízes'', analisou.
A política de incentivo da Codel passou por uma mudança de posicionamento em 2003. Ao invés de se voltar apenas para a atração de novas empresas para Londrina, investiu no crescimento daquelas já estabelecidas na cidade. Com isso, evitou que elas se mudassem para outros municípios, levando consigo muitos postos de trabalho.
O resultado do investimento, cujo valor a companhia não contabilizou, se expressa no número de postos de trabalho a serem criados: 3.563 vagas até o final de 2004, quando todos os projetos aprovados em 2003 estarão implantados. Antes da apresentação dos projetos, eram 965 empregos disponíveis.
Um dos exemplos bem sucedidos é a indústria de roupas de dormir Sonhart, que veio de Rolândia para Londrina porque não tinha mais espaço para crescer no município original. A Codel pagará, por dois anos, o aluguel de R$ 5 mil mensais referente ao barracão onde a Sonhart instalou a indústria. Em contrapartida, a empresa já gerou 238 empregos. Esse número deve aumentar para 300, no ano que vem, se a fábrica conseguir um novo barracão para ampliar as atividades.
O incentivo às indústrias começa a refletir no índice de desemprego local. No final de 2002, eram 25 mil desempregados no município. Em julho de 2003, este número chegou a 27,5 mil pessoas. Atualmente, são 20 mil trabalhadores sem emprego, o que corresponde a 9,5% da população economicamente ativa.
As informações são de Mauro Vieceli, gerente da Agência do Trabalhador (Sine) em Londrina. Segundo ele, uma das explicações para o decréscimo é a instalação de novas empresas na cidade. ''Além disso, a construção civil e a indústria textil absorveram bastante mão-de-obra'', afirmou.
No ano que vem, a Codel tem o objetivo de dar continuidade à política adotada em 2003. Segundo Campos, há 17 projetos esperando aprovação. Eles devem ser concluídos ainda no primeiro semestre, pois a lei eleitoral proíbe doações depois de junho, quando a eleição se aproxima e as campanhas se intensificam. ''No segundo semestre, vamos legalizar as doações'', disse o presidente da companhia.
Outro plano é fechar convênios com indústrias de confecções para que parte da produção seja levada aos distritos de Londrina, gerando empregos na zona rural. Por fim, a Codel deve lançar, até março, cadernos setoriais que apresentarão um estudo aprofundado de 12 setores da economia de Londrina. O objetivo é descobrir o potencial de cada segmento, indicando as melhores oportunidades para os investidores.


