Além do trabalho árduo e do baixo valor de mercado, o clima deste ano não ajudou os cafeicultores. A estiagem entre março e abril prejudicou a frutificação dos grãos e as chuvas no período da colheita colocaram em xeque a qualidade da bebida. Apesar das dificuldades, os produtores paranaenses seguiram em frente. No último dia 29, oito deles estiveram em Ribeirão do Pinhal, no Norte Pioneiro, como finalistas do 7º Concurso Café Qualidade Paraná. O desafio do evento – coordenado pela Câmara Setorial do Café da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) – é reverter a imagem histórica de que o Paraná só tem produção, mas não qualidade.
  ‘‘Com o concurso estamos conseguindo provar que temos excelente qualidade para inserir o Paraná no marketing dos cafés do Brasil’’, diz Paulo Franzini, secretário executivo da Câmara Setorial e coordenador geral do evento. A sétima edição do concurso teve como tema a qualidade com sustentabilidade. Houve duas categorias: café natural e cereja descascado. Participaram 150 cafeicultores das regiões de Santo Antonio da Platina, Cornélio Procópio, Londrina, Maringá, Apucarana e Ivaiporã. Cada região elegeu os cinco melhores cafés em cada categoria. Desses 30 inscritos na fase estadual, 16 foram a júri e oito para a final.
  A proposta do concurso vai de encontro às mudanças que vêm ocorrendo na comercialização do setor, já que cresce a fatia do mercado que busca os cafés especiais. ‘‘À medida que os produtores investem na produção de cafés especiais, passam a ser melhor remunerados’’, afirma o coordenador.


O Paraná tem hoje 98 mil hectares cultivados e a estimativa de produção desta safra – em processo final de colheita – é de 1,4 milhão de sacas beneficiadas. No ano passado, foram colhidas 2,5 milhões de sacas


85% dos cafeicultores do Estado são considerados pequenos, com áreas abaixo de 8 hectares (1 hectare corresponde a 10 mil metros quadrados)


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