Inbeb vai elevar a fatia da Oncinha no mercado
Cláudia Lopes
De Londrina
A Caninha Oncinha quer aumentar sua participação no mercado nacional pelo sistema de franquias. A Inbeb Industrial Norte Paranaense de Bebidas Ltda., que começa a ser construída em Londrina em janeiro, é a nova franqueada da marca, devendo comercializar 50 mil caixas/mês de aguardente no Norte do Paraná no início da operação da unidade. Atualmente, a região consome entre 30 mil caixas/mês a 40 mil caixas/mês. A Oncinha também tem franquias em Cuiabá (MT), Belém (PA) e Dourados (MS).
O diretor-presidente da Caninha Oncinha, Nilton Ferrari, disse ontem no lançamento da pedra fundamental da obra, na zona sul, que os preços das aguardentes Oncinha e Telecoteco devem ter uma redução de 10% nos bares e gôndolas de supermercados depois que a unidade começar a funcionar em Londrina. Ele disse que a aguardente só será engarrafada no município porque a produção tem que ser próxima a uma usina de cana-da-açúcar. Atualmente, a empresa produz 3,5 milhão de litros por mês no município de Ibirema, a 40 quilômetros de Ourinhos.
A primeira fase da implantação da unidade o engarrafamento de aguardente deve começar no final do próximo ano. A fábrica da Inbeb também vai aumentar a produção de empresas que já estão com suas capacidades produtivas esgotadas como a Colônia e a Spoller, de Toledo.
Além de engarrafar aguardentes Oncinha e Telecoteco, a Inbeb vai produzir e envasar cervejas Colônia e Spoller e refrigerantes Colônia. A empresa também está negociando a produção da cerveja Xingu.
O negócio está praticamente fechado, afirmou o diretor da Inbeb, Jaime Nelson Gatto. Caso seja confirmada, a produção local da Xingu abastecerá os mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e também o Paraná. A Xingu é produzida na fábrica da Colônia, em Toledo, e exportada para os Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e França. Mais escura e encorpada do que o tipo Bock, a Xingu foi desenvolvida há seis anos pela Colônia, franqueada da marca.
A Inbeb também quer atrair outras marcas famosas para Londrina pelo sistema de franquia, com o pagamento de royalties sobre a venda. Com investimentos de R$ 15 milhões até 2004, que é o prazo de conclusão da última etapa, a unidade deve gerar inicialmente 50 empregos. Na fase final, serão gerados 200 empregos diretos, segundo o diretor Nilo Ferrari Neto. A previsão inicial de faturamento é de R$ 300 mil/mês, chegando a R$ 1,3 milhão em 2004.
Na primeira fase da unidade londrinense, serão engarrafadas as aguardentes Oncinha e Telecoteco. Um ano depois, começa a ser engarrafado as cervejas Spoller e Colônia. Na terceira etapa, em 2003, inicia a fabricação e engarrafamento dos refrigerantes e, na quarta, a produção de cervejas.
O prefeito de Londrina, Antonio Belinati, lembrou que a indústria será um multiplicador de empregos já que vai movimentar todo o comércio local. O secretário de Estado da Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra, enfatizou que o Estado vai continuar parceiro do município na atração de novas fábricas. Antes da solenidade de ontem, os dois e o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina, Farage Khouri, conversaram com o diretor da confecção VF, por telefone.
Segundo Khouri, o município está negociando a instalação de uma unidade da empresa, que fabrica marcas famosas de jeans como Wrangler e Lee. O presidente da VF deve visitar Londrina no próximo dia 13. Além de representantes da Inbeb, participaram da solenidade várias autoridades. O lançamento terminou com uma carreata.





