O Teleporto de Londrina foi inaugurado ontem pela manhã, no Centro Politécnico da Universidade Norte do Paraná (Unopar). Oito clientes da região já utilizam os serviços do empreendimento para transmissão de dados, voz e imagens em alta velocidade. Outras cinco empresas estão com contratos praticamente fechados com a Impsat, parceira da Sercomtel no projeto.
A transmissão pode ser feita via rede de fibras ópticas, satélite ou por rádio microonda. Os preços dos serviços variam de R$ 2 mil a ‘‘milhares de dólares’’, dependendo da necessidade de cada cliente, segundo o gerente da regional Sul da Impsat, Marcos Malfatti. Ele não quis revelar a previsão de faturamento.
A Impsat, que abriu seu capital em janeiro deste ano e negocia ações no Nasdaq, faturou US$ 200 milhões em serviços no ano passado. Uma das maiores provedoras de serviços de telecomunicações corporativas da América Latina, a empresa investiu cerca de US$ 5 milhões no Teleporto de Londrina.
A principal vantagem do Teleporto é que os equipamentos podem ser compartilhados por várias empresas. ‘‘Por compartilhar as parabólicas, uma empresa vai ter uma economia de 20% em suas telecomunicações’’, calculou Malfatti. No empreendimento, existem duas antenas que fazem a ligação com o resto do País e exterior. Cada parabólica custou cerca de US$ 450 mil.
Por ser modular, o Teleporto poderá crescer à medida que forem aumentando as necessidades. ‘‘Atualmente, temos capacidade para atender entre 100 e 150 empresas’’, disse o presidente da Sercomtel, Rubens Pavan. O empreendimento tem conexão com o Teleporto de Curitiba e conta com rede de fibras ópticas da Sercomtel e da Copel. ‘‘Estamos consolidando um projeto idealizado há vários anos’’, comemorou Pavan, reforçando que o Teleporto será uma grande alavanca na economia de Londrina.
A partir do segundo semestre deste ano a transmissão de dados poderá ser feita também através de uma rede de fibras ópticas por cabos submarinos. O vice-presidente sênior da linha de negócios de redes privadas da Impsat, Daniel Hourquescos, afirmou que a empresa deve investir inicialmente US$ 140 milhões em cabos submarinos em todo o Brasil. Em dois anos, o investimento será de US$ 600 milhões’’, calculou.
Além da rede corporativa, provedores de internet como a Onda utilizam o backbone (rede de fibras ópticas) do Teleporto. A Sercomtel participa do empreendimento vendendo a ‘‘última milha’’, ou seja, é a operadora que faz a conexão com os clientes da região. A remuneração da Sercomtel vai variar conforme os serviços prestados. As porcentagens, porém, ainda não estão definidas, segundo Marcos Malfatti. ‘‘A tabela com a composição de preços deve ficar pronta em dez dias’’, disse ele.
Alguns alunos do curso de engenharia de telecomunicações da Unopar já trabalham no Teleporto. ‘‘O objetivo desta parceria é que nossos alunos saiam da universidadde preparados para trabalhar em qualquer empresa de telecomunicações’’, afirmou o chanceler da Unopar, Marco Antonio Laffranchi. A Unopar garante, ao Teleporto, o fornecimento de energia elétrica constante durante 24 horas por dia.

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