Inaugurado, na França, laboratório da Embrapa
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quarta-feira, 02 de outubro de 2002
France Presse 
Montpellier - França e Brasil inauguraram, ontem, em Montpellier (sudoeste da França), com a presença do ministro brasileiro da agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, um ''laboratório sem muros'', que permitirá a pesquisadores brasileiros disporem de instalações científicas de alto nível.
Dentro desse projeto de pouco investimento, que não precisa nem de construção própria nem de compra de material, quatro pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) terão acesso por pelo menos dois anos do a laboratórios europeus de alto nível, inaugurando assim um novo tipo de colaboração no âmbito da pesquisa agrícola para o desenvolvimento.
O centro Agropolis de Montpellier, um centro internacional de pesquisa agronômica especializado na agricultura tropical, abrigará a sede desse laboratório exterior da Embrapa, chamado Labex.
O laboratório é resultado de acordo assinado em 2001 entre a Embrapa e o Centro de Cooperação Internacional de Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), o Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica (Inra) e o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), todas instituições francesas.
Baseados no princípio de ''benefícios compartilhados'', os trabalhos do Labex-França vão inspirar os novos programas agrícolas do Brasil, ao mesmo tempo que vão oferecer à França ajuda direta à sua própria pesquisa assim como a garantia de um impacto concreto na América do Sul, em termos de colaboração e de contratos comerciais.
''Os laboratórios do norte têm que abrir suas portas para permitir que os pesquisadores do sul lidem com equipamentos de altíssimo nível e logo difundam'' os conhecimentos adquiridos em seus países, disse Michel Salas, secretário-geral do Agropolis.
''É um trabalho em comum. Os intercâmbios de tecnologia funcionam nos dois sentidos'', declarou Pratini de Moraes, lembrando que o Brasil dispõe de 90 milhões de hectares disponíveis para a agricultura, ''equivalente à superfície plantada na China''.
''Vocês (a França) têm o maior centro de pesquisa da Europa e nós temos a maior reserva de agricultura tropical do mundo. Os resultados de nossa colaboração servirão a outros países da América do Sul e também da África'', acrescentou.


