Inaugurada indústria de fiação em Rolândia
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de agosto de 2000
Lúcio Flávio Moura De Londrina 
Uma empresa de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) está investindo R$ 1 milhão para competir em um setor apontado por especialistas como um dos mais promissores da indústria nacional: o de fiação.
Com planos de expansão, a German Têxtil produzirá fios de algodão para tecelagens de vários estados brasileiros. Ontem, houve uma pré-inauguração da planta de 1,7 mil metros quadrados, no Parque Industrial Itamaraty (na saída para Londrina).
As máquinas utilizadas pela indústria foram importadas da República Tcheca (Leste Europeu) e estão em fase de testes. Na segunda-feira, a indústria passa a operar de fato.
Na fase inicial, serão gerados 40 postos de trabalho. Em seis meses, a expectativa do proprietário Paulo de Oliveira Dorta é operar com capacidade máxima, ocupando 70 trabalhadores. Estamos tendo dificuldades em arregimentar mão-de-obra com experiência, revela Dorta, que terá também funcionários de Cambé e Londrina.
O faturamento anual previsto é de aproximadamente R$ 5 milhões. Serão recuperados 55 toneladas/mês de resíduos de algodão e produzidas 65 toneladas/mês de fios das espessuras 8/1 e 12/1. Em breve, o número de bitolas será ampliado.
Os fornecedores serão cooperativas paranaenses: a Coogel (de Goioerê), Cocari (Mandaguari) e Cocamar (Maringá). Os clientes serão sacarias, fábrica de barbantes e malharia. Já estamos com a produção toda vendida por alguns meses, disse o proprietário à Folha.
Segundo Dorta, a atuação da empresa no ramo (há 15 anos, a German comercializava fios e algodão pré-industrializado) viabilizou a iniciativa e contribuiu para o volume de encomendas. A German será a primeira empresa do setor de fiação no município de Rolândia.


