Inaugurada gôndola da Fábrica da Agricultura
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
O hipermercado Condor, de Londrina, inaugurou na manhã de ontem uma gôndola varejista que irá expor cerca de 70 itens, entre conservas, compotas, temperos, geléias, pastas, doces e outros alimentos industrializados. Trata-se de um canal de comercialização de produtos fabricados por agricultores ligados ao Programa Agroindustrial Familiar Rural, também conhecido como Fábrica da Agricultura, que é mantido pelo governo estadual.
O programa é desenvolvido pelo Núcleo da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab) de Londrina em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e com a Companhia do Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) e recebe recursos do Paraná 12 Meses e da Agência de Fomento.
Hoje, a Fábrica da Agricultura abrange 19 municípios e conta com mais de 200 empreendedores agroindustriais orientados pela Emater, sendo que 80 deles já comercializam sua produção no mercado regional. Isso só foi possível graças à parceria entre a Seab e a Associação Paranaense de Supermercados (Apras), segundo o empresário Joanir Zonta, presidente da Rede Condor de Supermercados.
''Estes quiosques representam a entrada definitiva de nossos pequenos produtores na competição por um espaço no mercado. Esta iniciativa valoriza ainda mais a qualidade desses produtos, pois passam a ser conhecidos por um grande número de consumidores'', resumiu Zonta. A Rede Condor já conta com três gôndolas em todo o Estado e a meta é inaugurar mais uma, em Maringá.
De acordo com Eduardo Alves da Silva, chefe interino do núcleo regional da Seab, todo produto que faz parte de uma gôndola varejista é transformado em informação para o mercado, sendo catalogado por meio de um código de barras.
É comum, afirmou Silva, pequenas empresas buscarem os produtos nas propriedades agrícolas e os industrializarem com o intuito de ganhar novos mercados. ''Os próprios produtores, muitas vezes, também se organizam em grupos e criam pequenas empresas para facilitar a comercialização'', explicou.
Neste caso, os produtores conseguem agregar valor ao produto final, eliminando intermediários. ''O objetivo da Fábrica da Agricultura é manter a riqueza na mão do produtor'', ressaltou Silva.


