Curitiba Algumas empresas que exploram serviços públicos decidiram renegociar dívidas para reduzir o índice de inadimplência, na tentativa de captar mais recursos. É o caso da Brasil Telecom que está iniciando uma campanha para facilitar o pagamento de contas atrasadas e da Cohab, empresa de habitação da Prefeitura de Curitiba, que quer ampliar a captação de recursos para atender novos mutuários.
No caso da Brasil Telecom, os descontos podem chegar até 80% do valor em atraso. A empresa quer recuperar o crédito de clientes com contas de telefone fixo há mais de seis meses. O prazo de validade dos descontos para as contas atrasadas vai até o fim do ano. Ao todo são aproximadamente 1 milhão de devedores, nos nove Estados onde a empresa atua. No Paraná, são cerca de 200 mil devedores, com um dívida de R$ 250,00 em média por devedor.
O superintendente comercial da Brasil Telecom no Paraná, Luiz Carlos Valle Ramos, atribuiu a elevação da inadimplência à dificuldade de administração dos serviços de telefonia por parte do usuário. ''Em muitos casos, o usuário não soube compatibilizar o uso de serviços oferecidos, com ligações em excesso para aparelhos celulares e ligações à longa distância (DDD), com o tamanho da sua renda.''
Para reduzir o problema da inadimplência Ramos disse que a Brasil Telecom vai dar uma espécie de assessoria ao usuário. Para aqueles que recuperarem o crédito, a empresa vai oferecer serviço de telefonia fixa pré-paga, ou restrições no serviço como bloqueios de ligações para telefones celulares ou para ligações DDD.
A Cohab, empresa de habitação da Prefeitura de Curitiba, também está oferecendo facilidades para reuzir a inadimplência. Para os mutuários em atraso, eles serão dispensados do pagamento dos juros que incidem sobre a dívida se quitarem o débito até 31 de dezembro.
A empresa prevê que devem ser beneficiados 19,6 mil mutuários com três ou mais prestações em atraso, o que corresponde a mais de 50% dos mutuários da Cohab, que somam 37,2 mil famílias. Cada família deve em média de R$ 500,00 a R$ 1.000,00, informou Tereza Elevira Gomes de Oliveira, presidente da Cohab. Ela atribuiu a inadimplência elevada ao desemprego que predomina entre as famílias que moram nos conjuntos habitacionais.

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