Inadimplência volta a subir em Londrina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de abril de 1997
Da Redação 
A inadimplência no comércio de Londrina voltou a crescer em abril, segundo os dados do mês fechados pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). O número de registros de débitos junto ao Serviço Central de Proteção ao Comércio (SCPC) em abril ficou em 6.684, que representa um crescimento de 28,26% sobre março (5.211) deste ano e de 32,30% sobre abril do ano passado (5.052).
Já os números do Protecheque, serviço criado pela Acil para proteger os comerciantes no recebimento de cheques, mostram uma tendência inversa. Em abril, foram feitos 166 registros, contra 243 no mês anterior (- 31,68%).
Se a inadimplência medida pelo SCPC aumentou, cresceu também o número de pessoas que quitou débitos pendentes no comércio local. Em abril, foram feitos 2.628 cancelamentos junto ao SCPC, contra 2.228 em março deste ano (aumento de 17,95%) e 1.993 em abril do ano passado (aumento de 31,86%).
Também as vendas a crédito foram maiores este mês. As consultas ao SCPC em abril somaram 102.961, contra 88.331 em março deste ano (aumento de 16,56%) e 90.892 em abril do ano passado (aumento de 13,27%). As consultas ao Protecheque também cresceram. Foram 31.154 em abril contra 26.980 em março (aumento de 15,47%) e 21.773 em abril do ano passado (aumento de 43,08%).
Na avaliação do presidente da Acil, Abílio Medeiros Júnior, o aumento da inadimplência se torna preocupante principalmente porque já havia sido registrado crescimento em março (25,23%). Ele ressalva, porém, que o resultado já era esperado. São resquícios do Natal, diz.
Existe uma parcela de consumidores que faz as compras sem planejamento, principalmente quando se trata de assumir prestações mais longas. As primeiras são pagas com as reservas do 13º salário e as posteriores é que começam a pesar no orçamento.
A expectativa do setor comercial, agora, é que os índices passem a recuar, mantendo uma tendência verificada ao longo do ano passado. Tanto que o comércio londrinense fechou o ano com desempenho muito favorável, registrando uma redução real na inadimplência. Há um outro aspecto que deve ser sentido já em maio, que é a entrada do dinheiro da safra no mercado.
Medeiros antecipa que a Acil está investindo em melhorias no sistema de proteção ao crédito. A própria criação do Protecheque Local, no final do ano passado, já ampliou a segurança das empresas. O Protecheque Local evita, por exemplo, que cerca de 25% dos cheques que chegam aos caixas das lojas - e que
apresentam algum tipo de registro no Banco Central ou no comércio local - sejam recebidos.


