Inadimplência volta a cair em Londrina
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quarta-feira, 07 de outubro de 2009
<br> Reportagem Local 
A inadimplência voltou a cair em Londrina confirmando tendência de queda no período. Dados do serviços de proteção ao crédito da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) mostram que no terceiro trimestre (julho, agosto e setembro) o total de novos inadimplentes inscritos no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) ficou 42% abaixo do registrado no mesmo período de 2008. No comparativo com os terceiros trimestres de 2007 e de 2006 também houve queda, respectivamente 13,7% e 25%.
Considerando apenas o mês de setembro, foram 4.869 novos registros contra 8.429 inscritos no mesmo mês do ano passado. Na outra metodologia utilizada pela Acil - que aponta o percentual das operações de venda que resultaram no não pagamento da dívida - a redução também foi confirmada. O índice de setembro deste ano ficou em 2,4%, o terceiro menor desde fevereiro de 2003, à frente apenas de agosto deste ano (2,08%) e setembro do ano passado (1,94%).
Esse comparativo exclui os meses de dezembro, que apresentam comportamento próprio, em razão do pagamento do 13º salário. O cálculo é obtido pela comparação entre o saldo de novos inadimplentes no mês e as consultas ao SCPC dois meses antes, já que os registros no serviço de proteção ao crédito costumam ser feitos em média com 60 dias de atraso.
O presidente da Acil, Marcelo Cassa, afirma que os resultados de setembro já podem ser considerados uma tendência consistente da capacidade de pagamento do consumidor que utiliza o sistema de crediário. ''O fechamento do semestre com os índices em queda é um sinal de melhoria na saúde do varejo, embora ainda estejamos enfrentando dificuldades importantes'', acrescenta o empresário.
''Trata-se de uma variável muito positiva para o comércio, já que a inadimplência atua como um ponto de corrosão nos resultados das empresas. Vale lembrar que um produto vendido e entregue e não pago, representa um prejuízo duplo. Primeiro pelo não pagamento e segundo pela necessidade de reposição do produto no estoque'', explica Cassa.
A expectativa da entidade e de que a inadimplência se mantenha em queda até dezembro. ''Temos razão para esperar um quarto trimestre com números igualmente muito bons'', acrescenta Cassa. O empresário ressalta também os reflexos positivos para as vendas no período de Natal, já que o consumidor, tendo crédito, terá condições de fazer suas compras em melhores condições.


