Inadimplência subiu 5,2% em 2003
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sábado, 31 de janeiro de 2004
Das agências 
São Paulo - A inadimplência de pessoas físicas cresceu no ano passado, segundo pesquisa divulgada esta semana pelo Serasa. De janeiro a dezembro de 2003, o contingente de devedores aumentou 5,2%. O levantamento, no entanto, revela uma desaceleração no número de indadimplentes no País. Em 2002, a expansão foi de 23,9%.
A participação de cheques sem fundos emitidos pelas pessoas físicas também caiu. De acordo com o Serasa, em dezembro os cheques devolvidos por falta de reserva na conta corrente para pagamento representaram 36% das razões para a não quitação do débito, ligeiramente abaixo a igual período, no ano anterior, quando essa representatividade alcançou 37%.
Os cartões de crédito e financeiras estão logo a seguir, passando de 34%, em dezembro de 2002 para 33%, em dezembro de 2003. Os registros no sistema financeiro apresentaram uma ampliação de 29% frente 27% em dezembro de 2002.
Já a evolução de casos de títulos protestados demonstra uma certa estabilidade, tendo aumentado em 2%, o mesmo percentual de 2002 contra 3%, em 2001. O valor médio das anotações de cheques sem fundos, constatados em dezembro, ficou em R$ 395, enquanto os títulos protestados alcançaram R$ 573, o de registros no sistemas financeiro, R$ 952 e de outros segmentos, incluindo cartões de crédito e financeiras R$ 233.
A pesquisa aponta alta de 10,9% da inadimplência entre pessoas jurídicas, o que corresponde a mais que o dobro de 2002, quando o crescimento havia atingido 5,2%.
Segundo o assessor econômico do Serasa, Carlos Henrique de Almeida, essa diferença em relação às pessoas físicas em melhores condições de pagamento é justificada pelo fato de que durante o ano passado houve uma série de renegociações de débito.
Para pagar contas acumuladas houve demanda por créditos e não para o consumo e sem movimento no comércio, as empresas, principalmente, as micro e pequenas, tiveram mais dificuldades em carregar o alto custo de estoque em um período de vendas em baixa. Mesmo assim, o aumento de títulos protestados no segmento de pessoas jurídicas foi semelhante a 2002, subindo 48%, bem como o de cheques devolvidos 37% com valor médio de R$ 1.004.
Levando em consideração as pessoas físicas e jurídicas, o aumento da inadimplência ficou em 5,5% contra uma elevação de 19,3%, em 2002. Embora indique uma desaceleração no ritmo de falta de pagamentos, os técnicos do Serasa observam que, no acumulado do ano, permaneceu uma variação positiva sobre uma base elevada. Ainda na exposição de motivos para tal situação, citam vários fatores como a queda de renda dos consumidores, o desemprego, juros elevados e o aumento das tarifas públicas e impostos. Este quadro, de acordo com o Serasa, deverá permanecer neste primeiro semestre de 2004.


