Inadimplência recua em Londrina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de maio de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
Enquanto alguns indicadores apontam que a inadimplência cresceu 7,9% em abril em nível nacional, em Londrina houve redução em 12,99%. De janeiro até abril, as estatísticas da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) demonstram redução em cerca de 17% da inadimplência. O mês de janeiro foi o campeão da redução, com 26,53%; em fevereiro aumentou 8,44% e em março reduziu novamente em 4,13%.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), José Augusto Rapchan, atribui a queda à geração de empregos na cidade. ''Também percebemos que muitos que estão em condição de estágio nas empresas, hoje estão sendo remunerados e, com isso, aumenta a renda familiar'', acredita. Segundo ele, embora a cidade não tenha grandes empresas, com mais de mil funcionários, existe um grande fluxo de empresas pequenas que está gerando empregos. ''Hoje, este é o perfil das empresas de Londrina'', complementa.
Outro aspecto, conforme Rapchan, é a preocupação do consumidor em retirar o nome da lista do Serviço Central de Proteção ao Crédito ou Serasa para ser recolocado no mercado. ''Quem tem o nome num desses serviços deve procurar o estabelecimento que registrou e tentar negociar para voltar a ter crédito'', aconselha. A maioria dessas pessoas, diz ele, está conseguindo negociar.
Assim que a dívida é negociada, o próprio estabelecimento encaminha uma carta à Acil para que o nome seja retirado e volte a ter crédito. ''Via de regra, ninguém deixa de pagar por má índole, mas por falta de condições, por isso as empresas negociam'', comenta. Normalmente, as empresas tentam negociar com o cliente por 30 dias. Só a partir daí é que enviam correspondência à SCPC ou Serasa.
Nas lojas dos Móveis Brasília, a inadimplência chega a 7%. ''É um número muito alto'', admite o diretor comercial Fernando Moraes. Segundo ele, após 10 dias em atraso a loja manda uma carta ao cliente avisando que a mensalidade está sem pagar. ''Depois fazemos um tipo de cobrança interna (por telefone). Essa negociação leva em média 30 dias. Se o cliente não comparece, a gente envia para o SCPC'', explica Moraes. A partir deste procedimento, a loja faz cobranças externas (indo à procura do devedor). ''A maioria acerta a dívida'', afirma o diretor.
Depois de 150 dias em atraso, Moraes acrescenta que a loja já não conta mais com aquele dinheiro para algum compromisso. ''Não que a gente não tenha esperança de recebê-lo, mas já não podemos contar mais com aquele valor'', informa. Uma forma de tentar reduzir a inadimplência é não trabalhar com financeira, na opinião do diretor comercial. ''Aplicamos juros baixos entre 2,99% a 4%''.
O gerente da Damyller, loja de jeans, Claiton Cechinel, confirma que a inadimplência baixou este ano na loja, porém não informa números. Para evitá-la, a loja não trbalha no crediário, somente com cheques e cartões. ''Quando o cheque vai para o Serasa a pressa é do cliente em retirar'', comenta.


