A quantidade de inadimplentes no crediário em Londrina cresceu 242% de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Esse é o resultado entre o número de novos cadastros e cancelamentos no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) que, segundo a assessoria de imprensa da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), é o melhor parâmetro para diagnosticar o nível da inadimplência na cidade.
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), Uzier de Carvalho, o desemprego é o principal fator do descrédito que aumenta a cada dia. ''É claro, que há também os malandros, mas a maioria dos inadimplentes são pessoas que perderam o poder aquisitivo e precisam eleger prioridades entre os gastos'', esclareceu. O empresário Yukio Ajita, é da mesma opinião. Na loja dele, 85% das vendas são feitas a prazo (cheque ou carnê) e apenas 40% das cobranças têm sucesso.
Assim como Ajita, muitos outros têm recorrido às agências de cobrança que recebem uma comissão de 10% a 30% para resgatar a dívida. Na Cobrapar Cobranças Paranaenses S/C, de acordo com a gerente Marielle de Fátima Messias, a empresa tem atendido entre 10 e 15 novos clientes todos os meses desde o início do ano. ''Para nós, o mercado está bom, mas a dificuldade para receber também é grande''.
Na opinião de Nilson Borges Furtado, advogado e sócio-gerente da MC Departamento de Cobrança, não compensa recorrer à Justiça para receber uma dívida inferior a R$ 5 mil. Segundo ele, a abertura deste tipo de processo custa R$ 300,00 sem contar outras taxas. Por isso, a negociação tem sido a maneira mais usada para resgatar débitos em cheque, duplicatas, promissórias, carnês e cartões de crédito. Neste caso, parcelar, abrir mão dos juros ou dar desconto depende da vontade do cliente expressa no contrato de prestação de serviço com a agência.

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