Inadimplência preocupa o setor
A crise não chegou a retirar alunos do sistema privado, segundo o Sindicato das Escolas Particulares de Londrina e Região, que tem mais de 100 estabelecimentos filiados e atende a 20 mil alunos. Nos últimos anos, afirma a vice-presidente da entidade, Sílvia Cruciol, os colégios se caracterizaram como empresas e buscaram a modernização, fator que está ajudando nestes momentos de dificuldades. A principal consequência da recessão é a inadimplência, que a partir de meados do ano passado chegou a passar de 15%.
A lei incentiva a inadimplência, isto não é uma regra de mercado livre, afirma Silvia Cruciol. Ela se refere ao fato que o setor tem poucos instrumentos para pressionar os inadimplentes. As escolas não contam com um cadastro semelhante ao comércio varejista, que registra nomes de inadimplentes. Existe até decisão judicial no sentido de que as escolas não podem recusar alunos com prestação atrasada. A escola privada é uma alternativa, mas as pessoas precisam avaliar se podem pagar, entende Sílvia Cruciol.
A explicação para o fato das escolas privadas não terem amargado evasão alta neste ano letivo está ligada à profissionalização do setor. Os investimentos são constantes, hoje só ganha quem atende bem, tem um bom ambiente e tempo para o aluno, afirma Silvia. Sobre as permutas, a vice-presidente disse que a prática se tornou muito comum nos últimos tempos. Em sua escola, já há oito casos. Segundo ela, o que se busca nestas parcerias não é lucro, mas avaliação de custos. O pai fica satisfeito porque tem acesso ao ensino particular e a escola economiza com um fornecedor. Parece que estamos voltando à idade da pedra, onde existia o escambo, brinca. (P.L.)





