Curitiba A taxa de inadimplência líquida anualizada em Curitiba e Região Metropolitana, referente aos doze meses de 2002, foi a mais baixa dos últimos sete anos. A Associação Comercial do Paraná (ACP) registrou um índice de 2,07% no período.
Além da redução no número de pessoas que tiveram seu nome inserido no Sistema Central de Proteção ao Crédito (SCPC), o ano de 2002 teve um acentuado índice de pessoas que conseguiram limpar seu nome no SCPC. Comparando com o ano anterior, o índice de pessoas que conseguiu tirar seu nome do SCPC cresceu 12%. Enquanto em 2001 foram 383.115 em 2002 esse número chegou a 438.263. Em 2002, foram 524.964 registros de inclusões no SCPC contra 546.483
em 2001, uma redução de 21.519 inclusões, o que equivale a 4%.
Nas consultas de videocheque a tendência foi a mesma. Foram 12.938 inclusões em 2002, 55% a menos que no ano anterior, quando foram registradas 20.076 inclusões. No caso das exclusões, os resultados também revelam uma boa recuperação dos consumidores. O índice de consumidores que conseguiu excluir seu nome da lista negra foi 44% maior do que em 2001.
A queda na inadimplência não ocorreu apenas na taxa anualizada. A inadimplência atingiu -0,83% do saldo líquido entre registros novos e cancelados em dezembro relativamente ao número de consultas realizadas em setembro.
Os economistas da Associação Comercial creditam esse desempenho a dois fatores. Primeiramente ao aumento da renda disponível para o consumo com o pagamento de parcelas do 13º salário, o resgate do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a liberação de lotes do Imposto de Renda. O segundo motivo é o consumo mais racional, reforçada pela opção por compras à vista.
A preocupação dos comerciantes nesse momento, é com a possibilidade do aumento da inflação. Se isto acontecer, ou o consumidor passará a gastar menos, reservando sua renda para o consumo básico, como de alimentos, ou voltará a integrar as listas de inadimplentes.

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