O coordenador de vendas Cliferson Pelisson descobriu no recálculo da prestação feito pela Associação Nacional dos Mutuários, que têm dinheiro a receber e não a pagar para o Sistema Financeiro de Habitação. Ele comprou um imóvel pela Companhia de Habitação (Cohab/Londrina) em 2001, mas o contrato é de 1989. Pagando parcelas no valor de R$ 344, Cliferson diz que pelos cálculos da companhia ainda lhe restam 100 parcelas neste valor para serem pagas. O imóvel está avaliado em cerca de R$ 40 mil.
''De 1989, as parcelas estão todas pagas, mas a Companhia diz que meu saldo devedor é de R$ 23 mil. Com o recálculo descobri que tenho a receber R$ 13 mil. Na verdade, quando entrei pedindo o recálculo meu objetivo era reduzir os 23 mil, mas não abriam nenhuma brecha para esta negociação'', argumenta ele.
Tudo indica que é por causa de disparidades como esta que a inadimplência na Cohab chega a 50%. O presidente da companha em Londrina, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva, informa que são 17 mil contratos na cidade e a metade têm desequilíbrio financeiro porque utiliza o Sistema Financeiro de Habitação.
Segundo ele, a Cohab também negocia a dívida, amortiza e calcula novos valores para prestação, mas não dá descontos por não ter condições. ''A Emgea tem toda a condição de dar descontos para a quitação, mas somos um agente financeiro e não temos o mesmo benefício do governo'', argumenta Afonseca. Ele pede ao mutuário para procurar a Cohab para negociar a dívida. (V.B.)

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