A tendência é de queda na inadimplência do comércio de Londrina. Dados da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) mostram que o registro de débitos tem caído mês a mês. No Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), em julho houve 9,43% menos registros de débito que em junho; em junho, esse índice foi 9,16% menor que em maio. Na avaliação do presidente da Acil, Abílio Medeiros, até o meio do ano, os consumidores estão ainda pagando parcelas das compras que fizeram no Natal. ‘‘Quanto mais longe do final do ano anterior, menor a inadimplência’’, afirma.
No SCPC, em julho o cancelamento de débitos foi 3,98% maior do que em junho; no Protecheque, o cancelamento foi 19,69% maior este mês se comparar com junho. Já o registro de débitos do Protecheque em julho foi 81,67% maior que o mês de junho. Por ser um serviço novo, o Protecheque ainda é pouco consultado e não tem dados do ano anterior para servir de comparação.
Embora as perspectivas sejam de diminuição da inadimplência, a Acil ainda está preocupada com os maus pagadores no comércio. Segundo Medeiros, se comparar com o ano de 1996, os débitos este ano ainda são bem maiores. Em julho de 1997, houve 34,4% a mais registros de maus pagamentos no SCPC, em relação a julho de 1996.
A Acil também constatou que está crescendo o número de consultas aos serviços de proteção ao crédito da entidade, principalmente do Protecheque. ‘‘Hoje, mais de 50% das vendas no comércio de Londrina são feitas com cheques’’, diz Medeiros. Por isso, de acordo com ele, o comportamento dessas consultas passa a ganhar uma importância maior na aferição do desempenho do comércio local.
A Acil deve começar a alertar os consumidores para planejar suas compras a prazo, de acordo com Medeiros. ‘‘Vamos aproveitar as campanhas de venda para alertar sobre a necessidade de planejar os gastos. Hoje, há muita facilidade para comprar a prazo. Às vezes o comerciante insiste muito na compra e o consumidor acaba comprometendo mais do que sua capacidade de pagar as dívidas. Para o comerciante, pior que não vender é vender e não receber’’.

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