Inadimplência medida pelo SPC cresce 41%
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terça-feira, 18 de abril de 2006
Agência Estado 
São Paulo - O número de registros de inadimplência no cadastro do Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil) aumentou 41,97% em março, na comparação com o mesmo período de 2005. De acordo com a companhia de análise de crédito, o resultado refletiu as compras realizadas no final do ano passado e mostrou que os brasileiros não conseguiram honrar totalmente os compromissos assumidos no varejo, passados 90 dias de dívida não paga. Em relação a fevereiro de 2006, o volume de inclusões de registros no SPC Brasil cresceu 22,71%. Na comparação com janeiro, apresentou alta de 24,50%.
Apesar do aumento da inclusão, a companhia destaca que outro fator importante, desta vez positivo, foi o volume de registros excluídos do cadastro no mês passado. Em relação a fevereiro houve aumento de 22,52% de exclusão de nomes. Sobre março de 2005, o volume foi mais significativo: 42,09%.
O SPC Brasil destacou que um fator importante para as duas avaliações foi a oferta de crédito consignado - com desconto em folha de pagamento. Na avaliação da companhia, a população aproveitou a vantagem dos juros menores para se lançar às compras, mas viu parte de seus ganhos se corroer com tal medida, o que trouxe como conseqüência a inadimplência nos meses seguintes, principalmente em compras com maior número de parcelas feitas por famílias que não suportam despesas extraordinárias no orçamento já reduzido.
Segundo o SPC Brasil, o momento atual é de cautela para os lojistas e para os consumidores, pois é necessária a atenção redobrada no momento da concessão de crédito e na hora de decidir pela compra parcelada. O SPC Brasil recomenda aos lojistas que não alonguem demais os prazos de pagamento em suas vendas e, aos consumidores, que tenham precaução na hora de contrair dívida.
Telecheque - Na segunda-feira, levantamento divulgado pela Telecheque também mostrou aumento na inadimplência medida pelo cheques sem fundos. O índice apresentou forte alta em março no País. O indicador de 3,73% do total de cheques emitidos subiu 37,13% em relação ao mesmo mês de 2005. Na comparação com fevereiro de 2006, a elevação foi ainda maior: 57,38%.
No levantamento por Estado, a Telecheque apurou que o Pará registrou o maior índice de cheques sem fundos do Brasil (5,65%), seguido por Rio de Janeiro (5,47%) e Rio Grande do Norte (5,19%). Mato Grosso apresentou o menor índice (0,90%), seguido por Goiás (2,16%) e Alagoas (2,29%). São Paulo e Minas Gerais registraram índices de 3,34% e 4,40%, respectivamente.


