Inadimplência ficou estável para as famílias em 7,3%
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sábado, 28 de janeiro de 2012
<br> <br> Reportagem Local 
Brasília - As famílias e empresas fecharam o ano de 2011 pagando juros mais baixos, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados ontem. A taxa média de juros para pessoas físicas e jurídicas caiu 1,4 ponto percentual, para 37,1% ao ano, na passagem de novembro para dezembro.
No caso das pessoas físicas, a taxa média caiu 0,9 ponto percentual, no mesmo período, ao ficar em 43,8% ao ano. Segundo o relatório do BC, um dos motivos que levou à queda na taxa para as famílias foi o efeito da redução na taxa básica de juros, a Selic, que serve de referência para as demais taxas. ''A retração de 1,9 ponto percentual no trimestre mostrou-se consistente com a flexibilização da política monetária e com a acomodação da inadimplência'', diz o relatório.
Em dezembro, as empresas pagaram taxa média anual de 28,2%, queda de 1,6 ponto percentual em relação a novembro. ''Em dezembro, ocorreram reduções em todas as modalidades (para pessoas jurídicas), com ênfase para as quedas de 4 pontos percentuais em desconto de duplicatas e de 1,9 ponto percentual em capital de giro'', destaca o BC.
A inadimplência, atrasos superiores a 90 dias, ficou estável para as famílias em 7,3% e para as empresas caiu 0,1 ponto percentual para 3,9%. O spread, diferença entre a taxa de captação dos recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes, caiu 0,9 ponto percentual para 33,7 pontos percentuais para as famílias. No caso das empresas, o spread caiu 1,3 ponto percentual para 17,9 pontos percentuais.
Crédito
A taxa de inadimplência geral (pessoa física e pessoa jurídica) ficou em 5,5% no mês passado, após atingir 5,6% em novembro, segundo dados do BC. A taxa verificada tem período de até 90 dias. De acordo com a análise do BC, o comportamento do crédito às famílias em dezembro foi condicionado pela disponibilidade adicional de recursos possibilitada pelo recebimento do décimo terceiro salário.
''Em consequência, os saldos de crédito rotativo, cheque especial e cartão de crédito, recuaram 9,9% e 2,1% no mês, enquanto o do crédito pessoal permaneceu constante'', detalha relatório do banco.
Os financiamentos para aquisição de veículos cresceram 1,4% em dezembro, favorecidos pela reversão parcial, em novembro, das medidas macroprudenciais implementadas em 2010. No ano, porém, o incremento de 23,2% no saldo desses financiamentos representou significativo arrefecimento, ante o crescimento de 49,1%, verificado em 2010. (Com agências)


