Inadimplência fecha boxes na Ceasa
A inadimplência dos atacadistas na Central Atacadista de Curitiba (Ceasa) foi a principal causa do fechamento de 30 boxes no mês passado. Ao mesmo tempo a Central inicia um processo de reorganização, que faz parte de um plano mais amplo de reformulação da empresa e prevê a depuração dos atacadistas-aventureiros. Inclui também a cobrança de estacionamento dos funcionários e atacadistas, que deverá iniciar em 40 dias, informou o diretor-presidente da Ceasa, Osni Oliveira.
Os atacadistas que não vinham pagando o aluguel e a taxa de rateio do mercado atacadista - que inclui custos com segurança, taxas de luz, água e limpeza -, foram descartados. Havia cerca de cem inadimplentes, mas a maioria negociou a dívida e parcelou o pagamento. A previsão é manter apenas os atacadistas profissionais, que estão no mercado há anos, e que estão enfrentando as mudanças na economia. Oliveira acredita que, dos 850 atacadistas existentes na Ceasa de Curitiba, ficarão cerca de 600. A estrutura que ficar ociosa deverá ser preenchida por atacadistas de flores e secos e molhados.
Segundo Osni Oliveira, muitos atacadistas se iludem com o movimento da Ceasa em Curitiba, onde circulam cerca de 15.000 pessoas e 5.000 veículos por dia. Eles pensam que o mercado aqui está bom e se instalam sem ter o conhecimento do comércio de hortigranjeiros, disse. O plano de reformulação da Central Atacadista prevê a modernização e o aumento de produtividade. Oliveira citou como exemplo de produtividade a Central Atacadista de Londrina. Lá, cerca de 80 atacadistas movimentam 20 mil toneladas de hortigranjeiros por mês, enquanto aqui 850 atacadistas estão movimentando 60 mil toneladas por mês, comparou.
Com a cobrança do estacionamento, Oliveira disse que serão retirados de circulação cerca de 1.200 veículos por dia de funcionários e atacadistas que contribuem para tumultuar o tráfego no local e aumentar as ocorrências de acidentes e roubos de carros. O tráfego interno será permitido somente aos caminhões e veículos de compradores.
Para funcionários e atacadistas será cobrada uma taxa mensal de R$ 35,00 e os pernoites para compradores de outras regiões deverão custar em torno de R$ 2,00 a R$ 3,00 por noite. Em compensação, eles terão direito a conforto como chuveiro à disposição, sala com televisão e segurança no estacionamento.Chico CamargoEm criseA crise de inadimplência chega à Ceasa que inicia processo de depuraçãoVânia Casado





