Brasília – A inadimplência registrada nos empréstimos bancários atingiu, no mês passado, o nível mais elevado desde outubro de 2000, segundo dados do Banco Central. Do total de financiamentos concedidos pelas instituições financeiras, 8,9% estavam em atraso havia, pelo menos, duas semanas.
Os atrasos são maiores entre as pessoas físicas. Nesse caso, a inadimplência atinge 15,2% dos empréstimos, que totalizam R$ 76,5 bilhões. Entre as empresas, que devem R$ 125,3 bilhões aos bancos, o atraso no pagamento dos compromissos chega a 4,9% do total de créditos.
A inadimplência têm crescido, principalmente, entre pessoas físicas. Em maio do ano passado, o nível de atraso estava em 11,7%. O principal responsável por esse resultado é o desaquecimento da economia, que reduz a renda da população e dificulta o pagamento em dia das dívidas. O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, diz que a inadimplência dos empréstimos bancários é alta, mas não preocupa. Segundo Lopes, os bancos têm provisões suficientes para enfrentar eventuais calotes.
Normas do BC obrigam os bancos a fazerem provisionamento para operações de crédito consideradas arriscadas. Em outras palavras, as instituições financeiras devem ter sempre reservada uma certa quantia de dinheiro que possa ser usada para cobrir eventuais calotes.

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