Inadimplência em Londrina recua, mas vendas também
Pesquisa da Acil indica queda de 16% no número de devedores em relação a outubro de 98
Arquivo FolhaNOME LIMPOUm número maior de consumidores cancelou registros de dívidas no SCPC no mês passado em relação ao mesmo período do ano anterior. Orsi (ao lado) vê um sinal positivo neste dadoDe LondrinaA inadimplência no comércio de Londrina apresentou um recuo em outubro desde ano em relação a setembro e também sobre outubro do ano passado, segundo dados divulgados ontem pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL). Em outubro, o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) recebeu 6.120 novos registros de inadimplentes, contra 7.286 em outubro de 98 (recuo de 16%) e 6.942 em setembro deste ano (recuo de 11,84%).
Outro parâmetro importante para medir o comportamento da inadimplência, os cancelamentos de registros (pessoas que quitam suas dívidas e têm o nome retirado do cadastro do SCPC) em outubro 4.776 superaram os de outubro do ano passado 4.566 em 4,59% e foram 6,84% inferiores aos de setembro (5.127).
Na comparação dos dois referenciais, uma das conclusões é a de que os cancelamentos mantêm-se elevados, mesmo com o recuo em relação ao setembro, fazendo com que o número final de consumidores com o crédito suspenso cresça menos do que nos últimos meses. No acumulado do ano, até outubro foram feitos 79.033 registros, contra 80.771 no mesmo período de 1998, uma queda de 2,15%. Já os cancelamentos foram 53.553 até outubro deste ano, contra 45.061 no mesmo período do ano passado (+18,84%).
Outubro foi um mês com desempenho inferior nas vendas a prazo, segundo revelam os número dos SCPC. O serviço atendeu em outubro 78.078 consultas dos lojistas, contra 89.877 em setembro recuo de 13,12% e 85.349 em outubro do ano passado (-8,51%).
O comportamento das consultas ao Protecheque, que mede principalmente as vendas à vista e no curto prazo (com cheque pré-datado), foi semelhante. O Protecheque atendeu em outubro 37.468 consultas, contra 37.824 em outubro do ano passado queda de 0,94% e 41.800 em setembro queda de 10,36%. Na avaliação do presidente da Acil, Valter Orsi, o recuo da inadimplência é um dado positivo que, em parte, minimiza os efeitos da queda da comercialização.





