Segundo apurou a Associação Comercial do Paraná (ACP), a inadimplência de março atingiu -0,09%, frente ao índice de +0,23% de igual período de 2007, o que mostra que o indicador tem se mantido sob controle em Curitiba, região metropolitana e litoral. O dado mais expressivo, porém, é quanto à inadimplência anualizada, que compreende o período entre abril de 2007 e março último, que se situou em -0,20%, constituindo-se na menor taxa da série histórica, que se iniciou em 1994. A ACP utiliza a metodologia do Banco Central (BC) para fazer o cálculo do índice.
De acordo com Élcio Ribeiro, vice-presidente de Serviços da entidade, tanto a manutenção em baixa como os recordes alcançados na queda da inadimplência anualizada são resultados da qualidade dos serviços que a ACP coloca à disposição dos comerciantes, tanto para a venda a prazo, no caso do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), como à vista, com o Videocheque, ''que são garantias de boas vendas, tanto pelo volume de informação como na rapidez das respostas, que são disponibilizadas em segundos, pois tão importante como vender é a certeza que o comerciante tem de receber''.
Dentro do normal para março, as consultas ao SCPC tiveram aumento de 8,55% em relação a fevereiro, enquanto os pedidos de informação ao Videocheque aumentaram 9,16% na comparação com o mês anterior.
Das 382.263 consultas feitas ao SCPC, em março, 22,92% tinham algum tipo de restrição junto ao sistema, constituindo-se no maior percentual desde 1994, enquanto que dos 206.623 pedidos de informação ao Videocheque, 7,99% apresentaram algum problema. Para Ribeiro, isso também mostra a eficiência do sistema. ''Ainda há os espertinhos que pensam em passar o comerciante para trás. Mas o setor está mais seletivo, porque não quer assumir riscos, inclusive nas vendas de pequeno valor, e, por meio das consultas aos serviços da ACP, evita o aumento do calote'', avalia o vice-presidente da ACP.

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