Inadimplência é a mais alta em cinco anos
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terça-feira, 04 de novembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo A redução das taxas de juros dos cartões de crédito depende da melhora dos índices de emprego. Este indicador é um dos que tem maior peso no cálculo de risco das administradoras, pois está diretamente relacionado à inadimplência e à possibilidade de novos atrasos. Este ano, simultaneamente à elevação da taxa, os índices de faturas não-pagas estão nos mais altos níveis desde 1998. A inadimplência superou 5%, de acordo com Roberto Lima, presidente da Credicard, sem no entanto revelar os números exatos.
''As taxas são elevadas porque o desemprego é alto'', disse. Os emissores de cartão rejeitam as críticas com relação aos juros cobrados, sob o argumento de que, se a data da compra for planejada, as taxas podem ser bem inferiores à de outras modalidades de crédito -uma compra pode ser paga em até 40 dias. Lima argumenta que, diferentemente de outras modalidades de crédito, o portador do cartão, mesmo desempregado, tem acesso ao ''empréstimo'' e pode não pagar a dívida, daí o rigor das taxas.
Atualmente, no chamado crédito rotativo, pelo qual se pode pagar um valor mínimo na data de vencimento e 'rolar' o restante, as taxas estão entre 4,5% e 11%. Esta modalidade responde por 30% a 35% dos pagamentos realizados. O parcelamento sem juros, oferecido pelo estabelecimento comercial, fica com outros 36%. O pagamento com juros, fechado no momento da compra e negociado com o comércio, representa 3%. Cerca de 30% dos portadores pagam o cartão na data do vencimento.


