São Paulo- A inadimplência dos consumidores apresentou alta de 7,6% de janeiro a novembro de 2008 na comparação com o mesmo período de 2007, informou ontem a Serasa Experian. Já entre novembro com outubro a inadimplência avançou 1,7%, e subiu 8,4% no acumulado dos últimos 12 meses.
Segundo os técnicos da empresa de análise de crédito, a inadimplência de pessoas físicas cresceu devido ao maior endividamento de longo prazo, do aumento dos juros, pelas incertezas geradas pela crise financeira global, pela redução da oferta de crédito e o aumento do uso de linhas de crédito com taxas mais altas, como o cheque especial.
''De qualquer forma, a inadimplência do consumidor em 2008 ainda está muito abaixo daquela verificada em anos anteriores, como 2001, 2003, 2005 e 2006'', ressaltou a Serasa.
A maior volume de inadimplências no acumulado do ano ocorre através de dívidas com os bancos, que tiveram 43,1% de representatividade no indicador -no mesmo período de 2007, elas respondiam por 39,9% do total.
Em seguida aparecem no ranking as dívidas com cartões de crédito e financeiras (33,5%), cheques devolvidos (21,2%) e títulos protestados (2,2%).
Por valor médio, o tipo de dívida que mais teve alta no acumulado do ano foi o de cheques devolvidos, que avançou 15,3% e chegou a R$ 700,82. Em seguida aparecem os títulos protestados (alta de 10,1%, para R$ 970,09), as dívidas com cartões de crédito e financeiras (avançou de 9,3%, para R$ 400,21) e as dívidas com bancos (5,2%, para R$ 1.242,82).

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