São Paulo - Estudo divulgado ontem pela Serasa aponta que a inadimplência das empresas do País aumentou 8,9% em fevereiro, na comparação com o mesmo período de 2005. Em relação a janeiro, porém, a inadimplência apresentou queda de 12,5%. No primeiro bimestre, houve crescimento de 12,8% sobre o mesmo período do ano anterior.
A companhia de análise de crédito destacou que, apesar da variação positiva da inadimplência nas comparações anuais, o crédito para as empresas aumentou numa proporção mais significativa. Segundo os técnicos da Serasa, isso representou uma quantidade de pagamentos pontuais das pessoas jurídicas em maior número que eventos de inadimplência.
Quanto à queda verificada entre janeiro e fevereiro, a Serasa avaliou que o movimento é ''coerente'' com a melhoria da atividade econômica registrada no início deste ano, sobretudo no comércio. Sobre o cenário futuro, a companhia salientou que a inadimplência será influenciada pela aprovação de um projeto de lei que trata do cadastro positivo sobre o crédito. ''Essa nova legislação possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos tomadores de crédito e, portanto, maior segurança nessas transações, com redução de custos e ampliação do volume, abrangência e prazo, tanto para pessoa física quanto para jurídica'', destacaram os técnicos.
Ranking - A Serasa informou que, entre as modalidades pesquisadas, os títulos protestados apresentaram a maior participação (40,5%) entre as pessoas jurídicas em fevereiro, ante 42,1% no mesmo mês de 2005, e com valor médio de R$ 1.379,24 das anotações negativas no final do primeiro bimestre.
O segundo indicador em representatividade das empresas foi o dos cheques sem fundos, que aumentou de 38,9%, em fevereiro de 2005, para 39,6%, no mês passado, com valor médio de R$ 1.278,09.
A menor participação, de 19,9%, ficou por conta das dívidas registradas com os bancos, num resultado superior à participação de 19% do mesmo mês do ano passado. O valor médio no acumulado deste ano foi de R$ 3.374,36.
A Serasa destacou ainda que, em relação ao primeiro bimestre de 2005, houve um aumento de 6,3% no valor médio das anotações de cheques sem fundos, queda de 0,5% no de anotações de protestos e redução de 2,4% no valor das dívidas com os bancos.

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