São Paulo - A inadimplência de empresas no País apresentou crescimento de 2,5% em março na série dessazonalizada (livre de fatores de época) e em comparação com fevereiro, informou ontem a Serasa, empresa de análise de crédito. Sem levar em conta os fatores sazonais, o aumento da inadimplência foi de 24,3% De acordo com a companhia, o resultado sugere que a queda no ritmo de crescimento da economia pode já estar atingindo as finanças das empresas, após os recentes aumentos na taxa básica de juros do País.
A Serasa ressalta, porém, que nos dados trimestrais esse efeito ainda não foi suficiente para ''sobrepujar a recuperação verificada no ano passado'', pois o bom desempenho da economia teria possibilitado às empresas uma melhor administração orçamentária, de modo a viabilizar o pagamento dos compromissos.
Na comparação do primeiro trimestre de 2005 com o último trimestre de 2004, a inadimplência das pessoas jurídicas permaneceu praticamente estável, com variação de apenas 0,1%. Com a retirada dos fatores sazonais, houve uma queda de 2,7%.
O Indicador Serasa de Inadimplência contempla registros de cheques devolvidos, títulos protestados e dívidas vencidas com instituições financeiras. Em março de 2005, os títulos protestados tiveram a maior participação (42%) na inadimplência das empresas, com valor médio de R$ 1.400 das anotações negativas. No entanto, essa participação vem caindo em relação a iguais períodos de anos anteriores. Em 2004 e 2003, por exemplo, os títulos protestados tiveram, em média, pesos de 46% e 49%, respectivamente.
A segunda maior participação foi registrada pelos cheques devolvidos por insuficiência de fundos (39%), com valor médio de R$ 1.201. A representatividade desta modalidade de crédito vem apresentando tendência de crescimento nos dois últimos anos. Em março de 2003, atingiu 36% e, no mesmo mês do ano seguinte, alcançou 38%.
Com a menor participação (19%) e valor médio de R$ 3.377, ficaram as dívidas registradas com os bancos, em nível superior aos de março de 2004 e de 2003, quando atingiram 16% e 15%, respectivamente.

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