São Paulo - A inadimplência dos consumidores do País cresceu 1% entre os meses de janeiro e setembro de 2004, na comparação com o mesmo período de 2003. Segundo informações divulgadas ontem pela Serasa, o resultado indica desaceleração, se comparado aos números dos nove meses iniciais dos anos anteriores. Em 2003, 2002 e 2001, foram constatadas altas de 5,3%, 30% e 34,8%, respectivamente, sempre com base no ano anterior. Em setembro de 2004, a pesquisa apontou queda de 2,4%, em relação a agosto e elevação de 1,2%, na comparação com setembro do ano passado.
O Indicador Serasa de Inadimplência contempla registros de cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras.
Entre janeiro e setembro, os cheques sem fundos mantiveram a tendência e apresentaram a maior participação (36%) na inadimplência de consumidores, com valor médio de R$ 447 das anotações negativas. A segunda maior participação foi registrada por cartões de crédito e financeiras (33%), com valor médio de R$ 244. Em seguida, apareceram os registros nos bancos (29% de participação e R$ 935 de valor médio) e, com a menor representatividade (2%), os títulos protestados, com valor médio de R$ 629.
De acordo com os técnicos da Serasa, a inadimplência no acumulado de 2004 ainda é influenciada pelo menor ritmo econômico no início do ano. Eles ressaltam que, desde 2003, verifica-se uma desaceleração do ritmo da inadimplência de pessoa física, em virtude do crescimento gradual da economia. Destacam ainda que o pagamento do 13º salário pode influenciar este movimento, embora a parcela maior do benefício deva seguir para o consumo.
Quanto ao declínio da inadimplência no mês de setembro, o destaque da Serasa é a melhora do nível de atividade econômica verificada a partir de abril, que teria contribuído com a abertura de novas vagas de trabalho e com a melhor negociação salarial obtida por trabalhadores de algumas categorias, por meio da reposição de perdas inflacionárias. Também foi verificada a intenção de o consumidor optar por regularizar suas pendências financeiras, em vez de assumir novas dívidas.

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