Inadimplência cresce no primeiro bimestre
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terça-feira, 13 de março de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
A inadimplência cresceu 22,24% no primeiro bimestre deste ano em Londrina, com relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Embora seja um índice alto, a entidade diz que os números não são alarmantes porque o comportamento da inadimplência costuma ter grandes oscilações mensais. Haverá preocupação somente se os resultados se repetirem a partir deste mês. O SCPC mede as compras feitas pelo crediário.
Segundo a assessoria de imprensa da Acil a capacidade de pagamento dos consumidores pode ter influenciado o índice negativo. Tradicionalmente, março e abril são meses de inadimplência alta devido à ''ressaca do Natal''. Isso significa que o resultado do excesso de compras feitas no final do ano começa a aparecer a partir de março, refletindo a inadimplência iniciada em fevereiro, uma vez que um nome demora cerca de 45 dias para ser incluído nos cadastros do SCPC. Ao contrário disso, dezembro é um dos meses que a inadimplência costuma cair porque há mais dinheiro circulando com o pagamento do 13º salário.
Comportamento - Um estudo da Telecheque (empresa de avaliação de risco na concessão de crédito no varejo) revela que as mulheres e os jovens estão entre os mais inadimplentes nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. A pesquisa ''Perfil do Inadimplente'', realizada com 836 consumidores que estão na lista de devedores, aponta que as mulheres representam 52% do total de inadimplentes. Já os jovens, de 21 a 30 anos, correspondem a 42% dos inadimplentes.
O levantamento mostra que independente do sexo ou da idade, o consumidor justifica a inadimplência pelo próprio descontrole financeiro, apontado como causa por 46% dos entrevistados. O empréstimo de cheques para terceiros aparece em segundo lugar, com 13% das respostas, seguido pelo desemprego, apontado por 9% dos consumidores.
Os jovens, segundo o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, mostram maior dificuldade em controlar os gastos e se mostram mais suscetíveis aos apelos promocionais. ''O consumidor brasileiro, principalmente o jovem, apesar de estar buscando controlar melhor seus gasto, ainda tem dificuldade em se conter diante dos apelos promocionais e facilidades de pagamento ofertados pelo varejo'', explica.
A pesquisa mostra também que, do total de endividados, 48% são solteiros e 39% afirmaram possuir um rendimento salarial na faixa de R$ 350 a R$ 1.050. A Telecheque constatou ainda que o valor médio das compras variou de R$ 100 a R$ 199 (28% do total) e os pagamentos à vista representaram 52% das transações realizadas no comércio. (Com Agência Estado)


