Inadimplência cresce em ritmo mais lento
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sexta-feira, 23 de maio de 2003
Agência Estado 
São Paulo A inadimplência cresceu 3,2% no País no primeiro quadrimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, mas diminuiu seu ritmo de expansão. Levantamento da Serasa revela que nos meses de março e abril, na comparação com idêntico período de 2002, a alta da inadimplência foi de 1,9%. No bimestre anterior, na mesma comparação, ela cresceu 4,9%. As elevadas taxas de juros, o agravamento do desemprego e a acentuada queda da renda pessoal continuam sendo responsáveis por este quadro, afirma o assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de Almeida.
O fato de várias empresas terem prolongado prazos de pagamento no fim do ano para incentivar o consumo e terem concedido crédito com menos rigor, observa, agravou a situação: A sazonalidade da inadimplência ultrapassou o mês de março, se estendeu até abril e talvez chegue a maio.
A alta foi puxada principalmente pelas pessoas físicas, que têm recorrido ao crédito mais para saldar dívidas do que para consumir. No primeiro quadrimestre, a inadimplência da pessoa física cresceu 7%. No primeiro bimestre, ela estava com alta de 10,1% em relação ao mesmo período em 2002. Já no segundo bimestre, também na comparação com idêntico período no ano anterior, a inadimplência da pessoa física aumentou 4,1%.
Há uma queda no ritmo crescimento em relação ao ano anterior, mas é preciso destacar que esta redução ocorre em cima de bases elevadas e, por isso, ela ainda é representativa, diz Almeida.
No caso das empresas, o índice de inadimplência da Serasa, que estava em queda, subiu 1,7% no período de março e abril. No resultado do quadrimestre, o calote nas empresas está praticamente igual ao mesmo período do ano passado, com queda de apenas 0,4%.
Almeida chama a atenção também para a participação dos cartões de crédito e financeiras independentes na composição do índice de inadimplência. No quadrimestre, a participação dessas modalidades no índice foi de 33%, enquanto a dos cheques devolvidos por falta de fundos foi de 31%, compara.


