Inadimplência cresce 50% em outubro, aponta SCPC
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quinta-feira, 02 de novembro de 2006
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
Depois de ter atingido o menor nível em mais de três anos, a inadimplência voltou a subir no mês passado em Londrina. Estatísticas do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) - disponibilizado pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) - mostram que em outubro a quantidade de novos inadimplentes aumentou 50% com relação ao mesmo mês do ano passado. Em setembro esse número havia caído 64,72% comparando com igual período de 2005. O SCPC mede apenas as compras feitas pelo crediário.
Informações do SCPC mostram que no mês passado 3.099 pessoas foram inscritas no cadastro do órgão como novos inadimplentes. Em outubro de 2005 eram 2.059 novos inadimplentes. Em setembro, apenas 904 pessoas compunham o banco de dados do órgão, o menor nível desde janeiro de 2003. Em agosto o índice da inadimplência se manteve estável, enquanto em julho o índice cresceu mais de 73%. Análises indicam que a retomada da inadimplência pode ter sido motivada por fatores como: aumento das vendas no varejo e maior volume de microcrédito disponível aos consumidores, o que teria provocado também aumento das vendas.
Para o vice-presidente da Acil, Marcelo Cassa, o resultado da inadimplência reflete diretamente as vendas. Estatísticas do movimento do comércio local (também medido pelo SCPC) indicam um crescimento de 8,8% em setembro sobre o mesmo período do ano passado. Dados não consolidados do mês passado mostram um crescimento de, pelo menos, 10% com relação a outubro de 2005. ''Diria que um crescimento neste índice é quase vegetativo, uma vez que as compras estão pendendo para valores mais baixos e o crédito está bem controlado por parte dos empresários'', salienta.
Ao longo deste ano, a inadimplência atingiu o seu maior nível em março, quando 5.685 pessoas foram inscritas como novos devedores. Em maio, esse resultado voltou a se repetir com a inclusão de 4.321 inadimplentes no SCPC. Segundo o órgão, pelo menos, metade das dívidas cobradas pelo órgão são de valores inferiores a R$ 100.
Vendas - Por enquanto, o desempenho das vendas registradas pelo varejo têm desempenho superior às registradas no ano passado. Em julho, o movimento cresceu 11,51% com relação ao mesmo mês de 2005; em agosto, o desempenho foi 2,53% maior do que o alcançado no mesmo período do ano passado, enquanto em setembro o desempenho foi 8,8% maior (comparando com o mesmo mês do ano passado). Diante do quadro positivo alcançado pelo varejo até setembro, a Acil projeta um crescimento superior a 10% para este Natal.


