Inadimplência cresce 3,5% neste ano
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sexta-feira, 11 de julho de 2003
Francisco Carlos de Assis<br> Agência Estado 
Cheques sem fundos: 36% da dívida de pessoas físicas e jurídicas
São Paulo A situação financeira dos consumidores e das empresas se deteriorou nos primeiros seis meses do governo Lula. Segundo levantamento feito pela Centralização dos Serviços dos Bancos (Serasa), de janeiro a junho a inadimplência das pessoas físicas e jurídicas cresceu 3,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado, que já mostrava aumento de 26,6% sobre igual período de 2001.
De acordo com técnicos da Serasa, a tendência da inadimplência, no entanto, se mantém na direção da queda em todo o País. O levantamento da Serasa considerou os registros de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos, títulos protestados, dívidas do sistema financeiro, cartões de crédito e financeiras, abrangendo todas as modalidades de insolvência.
A participação dos cheques sem fundo no volume total de inadimplência das pessoas físicas e jurídicas teve queda de 2 pontos porcentuais, de 38% nos primeiros seis meses de 2002 para 36% de janeiro a junho deste ano. Na comparação com o primeiro semestre de 2001, quando os cheques sem fundos respondiam por 44% do volume total dos registros de inadimplência, houve uma queda de 8 pontos porcentuais.
Os registros de inadimplência dos cartões de crédito apontam que a participação no volume total de insolvência chegou a 31%. É a mesma participação apurada em 2002 e superior aos 25% de 2001.
Com 27% de todo o volume de inadimplência no País, os registros das dívidas com o sistema financeiro são a terceira maior participação no volume total. Supera a participação de 24% verificada na primeira metade do ano passado e de 22% no mesmo período de 2001.
Os títulos protestados, com menor representatividade, representaram 7% do volume total, fatia idêntica à do ano passado e menor que os 9% apurados em 2001.
De acordo com o levantamento da Serasa, o valor médio nas anotações negativas não ultrapassaram R$ 2 mil. Para os cheque sem fundo, o valor médio foi de R$ 673. No caso dos títulos protestados, a média chegou a R$ 930. O menor valor médio ficou por conta dos cartões de crédito e contratos com financeiras: R$ 323. O maior valor médio, de R$ 1.934, ficou por conta dos registros no sistema financeiro.


