A inadimplência nas transações com cheques tiveram alta de 19,77% em março, na comparação com fevereiro, de acordo com dados da Telecheque. O índice de inadimplência de cheques, que em fevereiro era de 2,63%, passou para 3,15% em março.
A falta de fundos respondeu pela grande maioria dos cheques não compensados no período, com 76,19%. Em menor proporção ficaram os cheques sustados (8,89%), roubos e furtos (3,81%), fraudes (1,59%) e outros motivos (9,52%).
Na opinião do consultor financeiro Thiago Terzoni, o primeiro trimestre do ano costuma ter altas na inadimplência devido às compras de fim e começo de ano. "Você tem as compras de dezembro e janeiro em que o consumidor acaba jogando os cheques para janeiro, fevereiro e março. Nesse sentido a tendência agora é a diminuição dessa inadimplência", explica.
Mas segundo Terzoni há outro fator que vem gerando inadimplência e que não é típico apenas dos três primeiros meses do ano. "Como o crédito anda abundante, existe um comprometimento maior de renda dos consumidores e isso acaba afetando na hora que os cheques começam a ser descontados", destaca.
Ele ainda faz uma orientação aos comerciantes. "Cabe ao comerciante também se utilizar da consulta de crédito antes de aceitar compras no cheque".
Enquanto a região Norte do Brasil ficou com o índice mais alto de inadimplência por cheques (4,21%), o Sul do País tem a menor marca, 2,39%. Mesmo assim, também teve uma alta significativa desse fator, já que em fevereiro o índice foi de 2,02%. Em segundo lugar ficou a região Norte, com 4,21%, seguida pelo Centro-Oeste (3,12%) e Sudeste (2,87%).
Os cheques sem fundos, na região Sul, responderam por 71,60% dos casos de inadimplência, enquanto que sustados foram 8,40% e roubados ou furtados 6,28%. O valor do tíquete médio, ou seja, das transações de cheque, em geral, ficou em R$ 310,11, um aumento de 0,31% com relação a fevereiro de 2013 e de 13,79% em comparação a março do ano passado.

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