Emerson Cervi
De Curitiba
O Paraná é um dos Estados onde houve a menor queda do índice de inadimplência no primeiro trimestre de 2000. O total de protestos registrados nesse período no Estado ficou apenas 6,9% menor que em 1999. Entre os três Estados do sul do País a média foi de 16,3% de redução e no Brasil a diferença ficou em 27,3%. Os números foram coletados pelo Serasa, que monitora o crédito no sistema financeiro nacional.
A inadimplência é medida pelo número de títulos de pessoas físicas e jurídicas que foram protestados. No primeiro trimestre de 1999, no Paraná, tinham sido registrados 126,7 mil protestos. Em 2000 o número ficou em 117,9 mil registros. Os títulos de pessoas jurídicas ainda são maioria. Em 2000 eles representaram 69%, contra 31% para as pessoas físicas. No ano passado essa relação ficou em 70,6% para jurídicas e 29,4% para físicas.
O crescimento da participação das pessoas físicas no total de protestos mostra que a política de redução de juros e reaquecimento da economia está gerando efeitos positivos para as empresas. Porém, eles ainda não começaram a beneficiar o consumidor final. Essa tendência se repete em todo o País.
O mês de março foi o que apresentou a maior queda de inadimplência no Paraná. A diferença ficou em 15%. Em 1999 tinham sido registrados 45,5 mil protestos nesse mês, contra 38,3 mil agora. Na região sul a diferença ficou em 53% e na média do País a redução ficou em 27.3%.
Na região sul do Brasil a redução do número de protestos foi de 152,9 mil em 1999 contra 70,9 mil. Essa é uma das maiores quedas entre as regiões brasileiras. A média nacional ficou em 27,3% de diminuição nos calotes.
Entre janeiro e março de 2000 a queda no volume de títulos protestados ficou em 29% nos três Estados do sul do país, passando de 434,6 mil registros em 1999 para 305,3 mil no primeiro trimestre de 2000. A recuperação da economia, em especial da produção industrial, é apontada como a principal responsável pela queda na inadimplência geral da região.
Nos três primeiros meses desse ano os protestos contra pessoas físicas representaram 28% do total contra 72% de pessoas jurídicas na médas do sul do País. Em 1999 a participação era de 27% e em 1998 estava em 25%. A redução dos depósitos bancários compulsórios e a queda dos juros cobrados pelo sistema financeiro beneficiaram as empresas com novas linhas de crédito.

mockup