Inadimplência cai pelo sétimo mês em Londrina
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
A inadimplência caiu pelo sétimo mês consecutivo em Londrina. Em setembro, o índice foi 22,23% menor do que o registrado no mesmo mês de 2006. O resultado acompanha a tendência de queda no número de devedores registrada pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), que mede as compras feitas pelo crediário. A inadimplência registrou números positivos apenas nos dois primeiros meses do ano, em janeiro e fevereiro. É o melhor índice obtido desde 2002.
No mês passado, 6.448 pessoas foram inscritas no cadastro de maus pagadores, enquanto outras 5.745 deixaram os registros. Com isso, apenas 703 pessoas ainda constam na lista. Em setembro de 2006, 904 pessoas ficaram nos cadastros. Naquele mês, foram feitas 6.583 novas inscrições, enquanto 5.679 conseguiram cancelamento. Conforme a assessoria de imprensa da Acil, a entidade considera ''abaixo da normalidade'' quando constam no cadastro menos de mil pessoas.
Comparando mês a mês, os números alcançados em setembro (703 inscritos) só são maiores do que os obtidos em setembro de 2002, quando apenas 545 pessoas ficaram no SCPC. O pior resultado da inadimplência ocorreu em setembro de 2003, quando 3.417 pessoas constaram nos cadastros. A explicação da assessoria é que no segundo semestre de 2002 houve uma ''injeção'' extra de dinheiro na economia porque o governo federal pagou a diferença do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os assalariados.
Isso teria contribuído para o forte cancelamento nos registros ocorrido naquela época. A expectativa da entidade, a partir dos resultados obtidos, é para um fim de ano com as vendas aquecidas devido à recuperação do crédito. Segundo o vice-presidente da entidade Marcelo Cassa a expectativa para o Natal é que as vendas sejam, pelo menos, 15% maiores do que as registradas no mesmo período do ano passado.
Segundo ele, vários fatores contribuíram para a queda da inadimplência. Um deles seria as novas práticas adotadas pelo varejo, que está mais rigoroso na concessão do crédito.


