A inadimplência caiu em Londrina pelo quinto mês consecutivo. Depois de fechar o semestre com queda acumulada de 46%, em julho o índice também foi negativo, atingindo uma redução de 13,41% (comparando com o mesmo mês do ano passado). Houve aumento no número de devedores somente no primeiro bimestre do ano. Segundo dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), este é o melhor resultado desde 2002.
As estatísticas mostram que no mês passado foram feitos 8.917 registros, o que significa que novas pessoas foram incluídas no SCPC; outros 6.147 nomes foram cancelados (número que demonstra a quantidade de pessoas que conseguiram quitar suas dívidas), gerando um saldo de 2.770 novos inadimplentes. Em junho de 2007, foram feitas 3.199 novas inscrições no órgão de restrição ao crédito. Naquele mês, foram feitos 10.012 registros e 6.803 cancelamentos.
O resultado obtido no mês passado indica uma redução sistemática nos índices desde março, uma vez que somente nos dois primeiros meses do ano a inadimplência mostrou índices positivos (janeiro +46,70% e fevereiro +5,78%). Na avaliação da assessoria de imprensa da Acil, os resultados obtidos nos primeiros sete meses do ano mostram que aumentou a capacidade de pagamento dos assalariados.
Além disso, outros fatores que podem ter contribuído para o resultado foram o aumento do emprego formal, segundo dados do Cadastro Geral do Emprego (Caged) e o desempenho da agricultura, que obteve bons resultados nesta safra. Para Charles Vezozzo, professor da Pontifícia Universidade Católica de Administração Financeira e Análise de Investimentos, em síntese a queda da inadimplência é reflexo de três fatores: crescimento do crédito, aumento do poder aquisitivo da população de baixa renda e maior conscientização sobre a reeducação financeira.
''Os bancos estão emprestando mais dinheiro às pessoas físicas, houve uma melhora discreta nos rendimentos da população de baixa renda ainda que devido ao achatamento da classe média e as pessoas, em geral, estão mais interessadas nas finanças pessoais. Acredito que a redução da inadimplência é reflexo destes três fatores. Em geral, o brasileiro não gosta de dever'', comenta o professor.

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