São Paulo - A inadimplência do consumidor brasileiro caiu 0,5% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, o que representa a primeira queda em 2009 na comparação anual. Na avaliação da Serasa Experian, empresa de análise de crédito, em outubro deste ano os sinais de recuperação da economia têm favorecido a queda gradual da inadimplência, enquanto no mesmo período de 2008 o Brasil vivia um dos piores momentos da crise mundial, com a queda do consumo, da produção e do crédito.
Na comparação entre outubro e setembro, no entanto, o indicador de inadimplência do consumidor apontou ligeiro crescimento de 0,4%, devido às compras no Dia das Crianças. A expectativa da Serasa é de que a chegada do 13º salário contribua para a redução da inadimplência até o fim do ano. No acumulado de janeiro a outubro, o indicador registrou alta de 7,9% ante mesmo período do ano passado.
As pendências financeiras com bancos lideram o ranking, e representam 44,6% das dívidas do consumidor no período de janeiro a outubro de 2009. Em seguida estão as dívidas com cartões de crédito e financeiras, com participação de 36,2% nas dívidas do período. Em terceiro lugar, aparecem os cheques sem fundo (17,3%), seguidos por títulos protestados (1,9%).
Na pesquisa de inadimplência da Serasa, chama atenção o expressivo crescimento no valor médio das dívidas com cheques sem fundo. No acumulado de janeiro a outubro do ano passado, o valor médio das dívidas foi de R$ 690,02, saltado para R$ 988,66 no mesmo período de 2009, uma alta de 43,3%. Na mesma base de comparação, o valor médio dos títulos protestados também apresentaram crescimento, de 15,3%. Já as dívidas com cartões de crédito e financeiras e as dívidas com bancos registraram queda de 9,4% e 0,3%, respectivamente.
Empregos
O setor de comércio deve puxar o saldo positivo de empregos no país em outubro, de acordo com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês passado serão divulgados nesta segunda-feira. Segundo Lupi, outros setores também se destacaram, como indústria, construção civil, serviços e transportes. O ministro reafirmou que o número de empregos com carteira assinada criados no Brasil em 2009 já ultrapassou a meta de 1 milhão.
Segundo ele, em todo o ano, devem ser gerados até 1,1 milhão de postos de trabalho. No início da semana, Lupi adiantou que, no acumulado de janeiro outubro, o número de novos empregos já superou a meta traçada por ele para este ano. ''Acharam que eu era maluco, os pessimistas não acreditavam. Mas os números estão aí e provam que minha previsão estava certa'', afirmou o ministro na segunda-feira, ao participar da abertura da Fenashore, em Niterói, região metropolitana do Rio.
Em setembro, houve a criação de 252.617 empregos. No ano, o saldo de empregos está em 932.651 postos, até setembro, superando as mais de 800 mil vagas fechadas entre novembro e janeiro, por conta da crise econômica.

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