Inadimplência cai 46% em Londrina
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quinta-feira, 05 de julho de 2007
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
A inadimplência fechou o semestre em queda em Londrina. Segundo dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), o índice acumulado da inadimplência nos últimos seis meses é de 46%. Além disso, comparando o primeiro semestre deste ano com o mesmo período do ano passado, a queda do índice é de 13%. No mês passado foi obtido o melhor resultado do ano, quando a inadimplência caiu 40,83% sobre junho de 2006.
Segundo as estatísticas, no mês passado foram feitos 7.367 registros, o que significa que novas pessoas foram incluídas no SCPC; Outros 5.441 nomes foram cancelados (consumidores que conseguiram quitar suas dívidas), gerando um saldo de 1.926 novos inadimplentes. Em junho de 2006, foram feitas 3.255 novas inscrições no órgão de restrição ao crédito. Naquele mês, foram feitos 8.843 registros e 5.588 cancelamentos. O resultado obtido no mês passado indica uma redução sistemática nos índices desde março.
Somente nos dois primeiros meses do ano a inadimplência mostrou índices positivos. Em janeiro o porcentual foi 46,70% maior do que no mesmo mês do ano passado e, em fevereiro, o índice foi +5,78%. Os números foram revertidos em março, quando a inadimplência caiu 17,19% comparando com março de 2006, seguido por abril (-7.09%), maio (-28,35%) e junho (-40,83%). O SCPC mostra ainda que as vendas estão estáveis. Dados não consolidados indicam um aumento de 7,52% em junho, contra um resultado negativo de 5,51% em maio.
Para o vice-presidente da Acil, Marcelo Cassa, os comerciantes estão mais seletivos no momento de efetivar as vendas. ''O SCPC da Acil está integrado em sistemas nacionais e, hoje, quem está inscrito tem seus direitos cerceados, não consegue nem abrir uma conta em banco'', afirma. Segundo ele, o comércio local segue a tendência nacional de vendas em ritmo normal. ''As pessoas têm necessidade de ter um 'nome limpo' e as informações estão acessíveis para muitos outros serviços'', comenta.


