Depois de registrar altos índices no primeiro bimestre do ano, a inadimplência voltou a cair em março. Segundo dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), no mês passado foi registrada uma queda de 17,19% na inadimplência com relação a março de 2006. Em janeiro e em fevereiro, a quantidade de devedores havia aumentado 46% e 5,78%, respectivamente, com relação aos mesmos períodos do ano passado. O SCPC mede as compras feitas somente pelo crediário.
Segundo a assessoria de imprensa da Acil, março e abril tradicionalmente são meses de inadimplência alta. Os resultados são avaliados como uma ''ressaca do Natal'', uma vez que um nome demora cerca de 40 dias para ser incluído no cadastro de devedores. Por exemplo: se o consumidor fez uma compra em dezembro e não pagou uma das parcelas que venceria no final de janeiro, a loja tem que esperar um mês para enviar esse nome para o SCPC. Depois de receber os novos pedidos de inscrição, o órgão ainda envia uma correspondência para o consumidor informando sobre a inscrição. Este trâmite demora mais dez dias.
No mês passado foram registradas no SCPC 10.516 pessoas, foram feitos 5.808 cancelamentos, gerando um saldo de 4.708 pessoas. Em março de 2006, haviam sido feitos 11.117 registros, 5.432 cancelamentos, que deixou um saldo de 5.685 inadimplentes. O resultado positivo de março de 2007 apareceu porque o número de cancelamentos cresceu 7%, enquanto houve uma queda nos registros de 5,41%. A combinação dessas duas variáveis é que conferiram um fôlego para a queda da inadimplência.

Vendas - Levantamentos preliminares indicam que no mês passado as vendas aumentaram cerca de 8% com relação a março de 2006. O resultado consolidado só será conhecido no final de abril, quando serão acrescentadas as consultas feitas pelas grandes redes (instaladas na cidade) em órgãos de proteção ao crédito das capitais. Em fevereiro, o movimento nas lojas também apresentou recuo de 15,63%, contra um crescimento de 6,39% em janeiro. Os índices foram calculados com relação aos mesmos períodos do ano anterior.
Tradicionalmente fevereiro é o pior mês do ano em vendas por causa da menor quantidade de dias e do feriado de Carnaval. Aliado a estes fatores, em fevereiro deste ano foram registradas muitas chuvas, prejudicando mais fortemente o comércio de rua, que é o setor do varejo mais afetado pelas condições climáticas.

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