Imunidade de parlamentar barra ação
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de fevereiro de 2001
De Curitiba 
Entre os 62 processos que aguardam decisão da Justiça, estão casos que envolvem denúncias conhecidas em Curitiba, como a que cita o deputado estadual Aparecido Custódio da Silva (PFL). Ele é acusado de peculato (aproveitar-se de cargo público em proveito próprio). Custódio está sendo investigado por suposto desvio de parte dos salários de seus ex-funcionários quando era vereador.
Com a nomeação de Nelson Justus (PTB) para a Secretaria dos Transportes, Custódio assumiu no mês passado uma cadeira na Assembléia Legislativa e ganhou imunidade parlamentar. O inquérito contra o político só vai ser levado adiante se a Assembléia acatar pedido do Tribunal de Justiça para processá-lo.
O empresário Georges Pantazis foi o primeiro a ser denunciado pelos promotores, em janeiro de 2000, por tentar reduzir a carga tributária que deveria ser paga por sua empresa, a importadora Power Brands. O empresário é acusado de usar documentos falsos para se apropriar do ICMS, que deveria ser repassado ao governo do Estado.
A ex-vereadora Jane Rodrigues responde a processo por desvio de recursos referentes a salários pagos a um dos seus funcionários, Anselmo Roika, que também foi denunciado. Segundo o Ministério Público, Roika foi nomeado assessor parlamentar pela então vereadora. Apesar de receber os salários entre janeiro de 99 e março de 2000, a promotoria apurou que Roika nunca deu expediente na Câmara de Vereadores. Os três acusados negam as irregularidades. Eles garantem que conseguirão provar inocência na Justiça. (D.V.)


