Entre os 62 processos que aguardam decisão da Justiça, estão casos que envolvem denúncias conhecidas em Curitiba, como a que cita o deputado estadual Aparecido Custódio da Silva (PFL). Ele é acusado de peculato (aproveitar-se de cargo público em proveito próprio). Custódio está sendo investigado por suposto desvio de parte dos salários de seus ex-funcionários quando era vereador.
Com a nomeação de Nelson Justus (PTB) para a Secretaria dos Transportes, Custódio assumiu no mês passado uma cadeira na Assembléia Legislativa e ganhou imunidade parlamentar. O inquérito contra o político só vai ser levado adiante se a Assembléia acatar pedido do Tribunal de Justiça para processá-lo.
O empresário Georges Pantazis foi o primeiro a ser denunciado pelos promotores, em janeiro de 2000, por tentar reduzir a carga tributária que deveria ser paga por sua empresa, a importadora Power Brands. O empresário é acusado de usar documentos falsos para se apropriar do ICMS, que deveria ser repassado ao governo do Estado.
A ex-vereadora Jane Rodrigues responde a processo por desvio de recursos referentes a salários pagos a um dos seus funcionários, Anselmo Roika, que também foi denunciado. Segundo o Ministério Público, Roika foi nomeado assessor parlamentar pela então vereadora. Apesar de receber os salários entre janeiro de 99 e março de 2000, a promotoria apurou que Roika nunca deu expediente na Câmara de Vereadores. Os três acusados negam as irregularidades. Eles garantem que conseguirão provar inocência na Justiça. (D.V.)

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