São Paulo - Pesquisa da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) divulgada semana passada antecipou o otimismo dos supermercadistas brasileiros e mostrou que 70% deles esperam vender mais na Páscoa deste ano do que em 2006. Os produtos importados são o grande destaque das vendas.
Apesar da expectativa otimista, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) alerta que a carga tributária dos produtos da Páscoa é alta. Os impostos sobre o bacalhau, por exemplo, chegam a 35%.
O consumidor que quiser presentear com ovos de Páscoa pagará quase a metade do valor em impostos - 39,2%. Os bombons também figuram na lista, com tributação de 38,81%. Já a colomba pascal, também tradicional nesta época do ano, tem carga tributária que varia de 36% a cerca de 39%, dependendo do recheio. Até mesmo quem preferir presentear com cesta de produtos, vai pagar tributos da fita (35,2%), vinho (54,74%), coelhinho de pelúcia (31,12%) e papel celofane (35,68%).
As vendas do comércio tiveram alta de 6,1% em todo o País na semana que antecede a Páscoa (26 de março a 1º de abril), na comparação com o mesmo período do ano passado (03 a 09 de abril), segundo pesquisa divulgada ontem pela Serasa.
O indicador apontou que as vendas no comércio para a Páscoa tiveram um aumento de 9,9% no final de semana de 30 de março a 1º de abril, ante o período de 07 a 09 de abril de 2006.
Para os técnicos do Serasa, o aumento do consumo na última semana se deve à valorização cambial em 12 meses, que reduziu o preço em reais dos produtos importados da época (vinhos e bacalhau). A empresa avalia também que o parcelamento das vendas facilita a inclusão das despesas da Páscoa no orçamento familiar que foram afetadas pelas despesas tradicionais de início de ano como IPVA e IPTU.

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