Impostos garantem superávit primário de R$ 1,9 bilhão
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quarta-feira, 24 de abril de 2002
Agência Estado 
Brasília Com aumento das despesas, o governo obteve em março superávit primário (receitas menos despesas, sem os encargos com juros) de R$ 1,9 bilhão nas contas do governo central (Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central).
O resultado é R$ 1,97 bilhão inferior ao superávit de R$ 3,88 bilhões registrado em março de 2001. Apesar da queda, o resultado de março elevou para R$ 10,4 bilhões o superávit do governo central no primeiro trimestre, que representa 3,46% do Produto Interno Bruto (PIB) do período e já é R$ 3,7 bilhões maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (R$ 6,75 bilhões).
Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Fazenda, as contas do Tesouro Nacional registraram em março superávit de R$ 3,099 bilhões, enquanto a Previdência Social apresentou déficit de R$ 1,134 bilhão e o Banco Central de R$ 57,8 milhões.
O secretário do Tesouro, Fábio Barbosa, explicou que a queda do superávit das contas de um ano para o outro se deve principalmente ao aumento do déficit da previdência, à elevação do nível de despesas e receitas com concessões de telefonia obtidas em 2001 que não se repetiram agora.
O rombo da Previdência Social saltou de R$ 800 milhões, em março de 2001, para R$ 1,134 bilhão esse ano. O déficit das contas do INSS está crescendo em ritmo mais acelerado em 2002 e já atingiu R$ 3,232 bilhões no primeiro trimestre desse ano, ante R$ 1,963 bilhão no mesmo período de 2001.


